Como não escolher um médico

Estadão

17 Outubro 2010 | 22h46

O corpo dói, trabalhar está cada vez mais difícil. Na hora de comer, uma incomodação. Não dormir é o pior. É em momentos como esses que milhares de brasileiros usuários de planos de saúde abrem seus livrinhos para buscar alguém capacitado a ajudar. E quem será essa pessoa que assumirá tarefa tão importante? O usuário sabe onde ela estudou? Onde trabalha, além do consultório? Tem alguma informação sobre a experiência do profissional? Sabe se ele vai a congressos?

Na hora em que precisam, os milhares de clientes dos planos de saúde no Brasil são obrigados a abrir livrinhos que, regra geral, trazem como única informação sobre o médico o nome e o endereço. Opa, claro, antes de tudo, o bairro do consultório. E assim, sem nem perceber, buscamos quem pode nos ajudar com algo tão importante da mesma maneira como buscamos o endereço do supermercado mais próximo.

Apesar de promoverem uma série de ações de marketing _um plano chegou a ofertar recentemente check up de graça para jornalistas _, as operadoras de convênios médicos não investem em um aperfeiçoamento mínimo do relacionamento com os clientes.

Antes de escolher, mostre a lista do livrinho para um médico de confiança e veja se tem informações sobre algum dos profissionais. Vá a Internet e procure achar o currículo do doutor. Busque as associações médicas de cada categoria. E deixe o quesito “bairro” por último.

Fabiane Leite é repórter da área de saúde desde 1999, dedicada principalmente à cobertura de temas de interesse da saúde pública e dos planos privados de saúde. Trabalhou no Jornal da Tarde, Folha Online, Folha de São Paulo e atualmente é repórter da seção Vida do jornal O Estado de São Paulo. Acredita que a saúde é o princípio básico para a felicidade.