Concessões e ataques

Estadão

05 Janeiro 2010 | 14h16

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo quer abrir 1.200 novos leitos hospitalares na capital paulista por meio de concessões à iniciativa privada. Segundo anunciou hoje pela manhã o secretário municipal da Saúde, Januário Montone, a ideia é que empresários construam os hospitais em troca do direito de assumir os serviços de manutenção, segurança, limpeza das unidades por períodos de até 30 anos, remunerados pelo serviço público.

O próprio secretário reconheceu que a mudança vai gerar muito debate, mas destacou que ela copia modelo espanhol e já tem uma experiência de sucesso, em um hospital de Salvador. “O SUS é público, não necessariamente estatal”, defendeu, para em seguida dizer que preferia não dar detalhes da parceria privada antes do anúncio oficial.

A mudança é embasada na legislação de Parceiras Público-Privadas do munícipio e ainda terá de passar pelo aval de um conselho que cuida desse tipo de modelo.

Durante o evento de balanço da gestão 2009, Montone também criticou as UPAs, Unidades de Pronto Atendimento criadas no governo Lula. Segundo ele, são “cópias mal feitas” das AMAs, unidades de assistência médica ambulatorial, também um tipo de pronto atendimento, criadas quando José Serra era prefeito de São Paulo. Está aberto o debate eleitoral.