O "diagnóstico", pela televisão

Estadão

12 Janeiro 2010 | 14h40

Hoje pela manhã o assessor pessoal de Hebe Camargo informou que ela soube, pela televisão, e antes mesmo da palavra oficial dos médicos, que teria “câncer de estômago” – diagnóstico errado, na verdade a dama da TV tem um câncer de peritônio, com grandes chances de ser controlado.

A equipe que acompanha a apresentadora tentou de todas as formas esconder jornais, revistas e o controle remoto da TV para que ela não ficasse sujeita às especulações antes da palavra final dos seus médicos. Mas, em uma distração do assessor, Hebe achou o controle remoto do quarto e foi “vítima” da TV que tanto ama. Questionou na hora o assessor: “mas o Dr. Macedo (um dos especialistas da equipe que a atende no hospital Albert Einstein) não falou em câncer …”, afirmou Hebe. Em seguida, a equipe do oncologista Sérgio Simon, que ainda fechava o diagnóstico e preparava-se para informar a paciente, entrou no quarto para explicar corretamente.

Todas as celebridades doentes sofrem do mal das especulações. Não há respeito algum e supostos detalhes dos prontuários “vazam” antes mesmo da divulgação oficial das informações autorizadas pela família ou pelo paciente. Nos cânceres de Leandro (da então dupla Leandro e Leonardo), do vice-presidente José de Alencar e da ministra Dilma foi a mesma coisa. Houve quem quisesse invadir as sessões de quimioterapia de Dilma. Sim, os diagnósticos podem mudar o futuro do País, da televisão brasileira. Mas o direito à privacidade, ao sigilo durante o adoecimento não vale para todos?