Chás para acalmar os resfriados – o que nossas avós sempre souberam…

Simone Iwasso

27 Julho 2012 | 20h34

Quando alguém em casa começava tossir, espirrar e reclamar de cor no corpo, minha avó espremia um limão, picava um dente de alho, misturava com uma boa colher de mel e esquentava com um pouco de água. Fazia a gente beber sem dar muita chance pra reclamação, e de tempos em tempos nos dava outra xícara do chá caseiro (uma pessoa mais detalhista dirá que o nome disso não é bem chá..). Às vezes, ela pegava umas hortelãs do quintal e colocava junto. Era dito e feito, melhorávamos todos em pouco tempo, sem grandes problemas.

Ela sabia que a mistura fazia bem, e no fim o gosto não era tão ruim (se tirasse o alho, na verdade, ficava bem gostoso).  Assim como a mãe dela sabia, a tia dela sabia, a avó dela, a vizinha e a amiga também sabiam e gerações e gerações tomavam chás caseiros nesses momentos –  (só pra deixar claro, estou falando aqui desses resfriados comuns, que só deixam a gente indisposto e com a garganta irritada por uns dias; ainda bem que, para problemas respiratórios mais graves, vivemos numa época onde existem raios-x e antibióticos) .

Pois bem, o tempo passou, temos vários antigripais nas farmácias (mistura de vitamina C, analgésicos e anti-térmicos, em geral), mas ainda vale a pena recorrer a uns chazinhos caseiros nesses momentos – além da sabedoria popular, pesquisas científicas já comprovaram os efeitos benéficos do mel, do alho e do limão. Sem contar o conforto emocional…

– Mel tem uma função antimicrobiana, sendo considerado um “antibiótico natural”‘. Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia mostrou que crianças com tosse que tomavam mel antes de dormirem se sentiram melhor  durante a noite do que as que tomaram remédios comprados na farmácia, segundo relatos de seus pais – elas tiveram menos acessos de tosse e dormiram melhor. Outros trabalhos  mostram resultados positivos do uso de um tipo de mel australiano (manuka) na cicatrização de feridas que não fecham (esses estudos, aliás, são muito interessantes e podem no futuro, quem sabe, abrir um caminho para um tratamento de infecções por bactérias resistentes  usando o mel).

– Limão tem propriedades antiinflamatórias e antioxidantes (vitamina C), responsáveis por auxiliar o sistema imunológico, fortalecendo as defesas naturais do organismo.

– Já o alho também é conhecido por suas propriedades antimicrobianas e antivirais – segundo esse estudo aqui, há evidências científicas para suportar essa teoria, apesar de mais estudos serem sugeridos.

Essas referências foram só pra mostrar que há, na medicina tradicional, dados que comprovam o que nossas avós sempre souberam, pela experiência própria. Afinal, pra preparar uma bebida quente, com ingredientes frescos, nem é preciso muita ciência, muito estudo. Só uma boa chaleira e uma xícara para cada um.

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