Histórias de quem venceu o câncer – parte 2

Simone Iwasso

03 Dezembro 2012 | 16h11

Na semana passada fiz um convite aos leitores do blog, inspirada na campanha do Hospital A. C. Camargo. Hoje, coloco aqui algumas histórias, que servem de exemplo e de incentivo e mostram as vidas que seguem após um diagnóstico de câncer.
Quem mais quiser compartilhar sua história, é só mandar para o blog.

Com 57 anos fui diagnosticado com câncer de próstata. Fiquei arrasado. O urologista me passou essa informação como se estivesse vibrando pelo acerto. Saí desnorteado do consultório. Os exames periódicos que sempre faço foram a minha salvação. O tumor era pequeno e não tive que fazer quimioterapia e nem cirurgia. Fui curado com a introdução de sementes radioativas na região do tumor.

Este procedimento era recente na época, 2008, foi realizado no Hospital A C Camargo, pela equipe do Dr Cássio. Só contei aos meus amigos que tive câncer, após a cura e reafirmei a importância dos exames periódicos. Obrigado, Dr Cássio!!” – Moisés Maurício

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Fazia exames regularmente e a mamografia anualmente. Em 2008, minha amada mãe, então com 79 anos, foi fazer a primeira mamografia e eu agendei para nós duas o exame. Em outubro e em novembro recebemos o diagnóstico de câncer de mama (as duas na mama esquerda). Minha mãe faleceu no dia 06 de abril de 2009 e apenas eu estava no seu leito de morte. Foi o momento mais duro de minha vida. Iniciei a primeira quimio uma semana depois. Estava sem ninguém em minha casa. Continuei trabalhando e tive amigos que foram uma fortaleza para nim, apesar de muitas crises de choro pela saudade que tinha dela, jamais pela minha doença.

Jamais me revoltei. Encarei apenas como mais uma questão a ser revista em minha vida. Faço o meu tratamento no IBCC, na Mooca em São Paulo, e sou grata a todos os médicos, especialmente doutora Juliana, uma jovem e competente médica da quimio; equipe da rádio, os atendentes, enfim, a todos. Utilizo os serviços do SUS, pois o meu convênio não cobria a quimio. Pois bem, estou em tratamento e graças a Deus estou caminhando muito bem. Ganhei peso por conta dos remédios e porque o efeito emocional é devassador e nos perdemos um pouco – comemos mais, mas com o tempo passamos a nos controlar e acreditar e ser outra vez responsável por nosso destino.Maria Genebra

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Com 77 anos, em um exame de sangue, comprovou-se que eu era portador de LEUCEMIA LINFÓIDE CRÔNICA, mal que não me prejudicou em nada. Em 2011, a médica me encaminhou para melhor apreciação e hoje tomo um medicamento durante 4 dias todo mês, mas não sofri nenhuma alteração. No mesmo ano, constatou-se que tinha câncer de próstata. No início, fiz 30 sessões de radioterapia e faço acompanhamento médico, exame de PSA.

Como não poderia deixar de ser, pouca coisa é besteira, em seguida constatou-se que tinha câncer de intestino, fiz a competente cirurgia e fui liberado. Não faço nenhum regime e não tenho restrições de espécie algumas. Com tudo isso, me considero um vencedor. Em dezembro, farei 85 anos, só as pernas meio fracas, nada mais. Costumo dizer que ter vencido tudo, é consequências das matrizes, meu pai faleceu com 96 anos e mamãe com 95, sem terem passado por doenças, e sem terem ficado sofrendo em nenhuma cama. VIVA EU!Deoclecio Lozano

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