Por uma medicina mais integrada

Simone Iwasso

26 Novembro 2012 | 10h17

Aos leitores desse blog, antes de qualquer coisa, vai um pedido de desculpas pela ausência das últimas semanas. Foi uma mistura de turbulências pessoais com férias profissionais que me manteve afastada daqui. Mas estou de volta. E é isso que importa agora.

Nesse período fora, li muito sobre a medicina integrativa – um movimento que começou nos Estados Unidos com a missão de unir os recursos da medicina tradicional com outras práticas consideradas complementares (como acupuntura, reiki etc), desde que embasadas cientificamente (há muitos estudos sobre várias delas) e que sejam em prol da saúde e do bem-estar do paciente.  Lá, a abordagem já ganhou força e hoje, por exemplo, faz parte do currículo das maiores universidades de medicina, como Harvard.

Por aqui, ainda é incipiente, mas há sinais de que a própria comunidade médica percebe uma necessidade dos pacientes por um atendimento mais integral, mais humano e, principalmente, mais focado na prevenção das doenças e na manutenção da saúde – nosso sistema de saúde atual é focado apenas na doença. O Hospital Albert Einstein tem um setor dedicado à medicina integrativa, em parceria com o renomado M.D.Andersen.  Agora, o hospital lança a primeira pós-graduação em bases da medicina integrativa, coordenada pelo médico Paulo de Tarso Lima, um dos pioneiros da abordagem no Brasil.

Copio aqui a descrição do curso, por resumir de forma bem direta o que é a medicina integrativa: “Enxergar o indivíduo mais a fundo, sem restringi-lo ao diagnóstico e ao tratamento. Os pacientes e os profissionais de saúde raramente conversam sobre temas como nutrição, estilo de vida e bem-estar. A união entre corpo, mente e espírito é levada em consideração na hora de empregar ao tratamento os princípios da medicina integrativa. Compreender os benefícios dessa abordagem em consonância com a medicina tradicional e empregá-los em prol do paciente e sua família é o objetivo do curso de pós-graduação em Bases de Medicina Integrativa e sua aplicação em saúde.”


Paulo de Tarso Lima tem um livro (Medicina Integrativa – A cura pelo equilíbrio) em que explica os princípios da medicina integrativa e mostra como práticas complementares, alimentação (incluindo os agrotóxicos, por exemplo), espiritualidade (não a pregação de nenhuma religião, mas o efeito da fé individual), atividade física e todo o conjunto de fatores que fazem parte do nosso estilo de vida influenciam na nossa saúde – e devem ser levados em conta na hora de abordar o tratamento de qualquer doença.

Abaixo, um vídeo do Paulo explicando um pouco o que é a medicina integrativa.