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Saúde

Câncer

1 em cada 5 brasileiros terá câncer até os 75 anos, diz informe

Primeira edição em português de levantamento mundial sobre a doença aborda prevenção, estatísticas e tratamento

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PAULA FELIX,
O ESTADO DE S. PAULO

16 Março 2016 | 22h21

SÃO PAULO - Até os 75 anos, estima-se que um em cada cinco brasileiros deve desenvolver algum tipo de câncer. Foi com esse alerta que o primeiro "Atlas do Câncer" em língua portuguesa foi lançado na manhã desta quarta-feira, 16, em São Paulo. O material traz um panorama da doença com informações coletadas em 185 países, incluindo o Brasil, e foi concebido por meio de uma parceria entre o Hospital do Câncer de Barretos e a Sociedade Americana de Câncer.

Além de dados estatísticos, o material contém informações sobre os fatores de risco e as medidas adotadas para combater a doença em várias partes do mundo. Embora tenha informações técnicas e possa ser fonte de consulta de profissionais da área da saúde, o atlas tem como foco a população em geral e está disponível na internet para ser acessado gratuitamente no site www.atlasdocancer.com.br.

"O atlas concentra todas as informações importantes de forma clara e objetiva, o que facilita a transmissão da informação", diz José Humberto Fregnani, diretor executivo do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Câncer de Barretos.

A tradução para o português pode ajudar o brasileiro a se informar mais sobre a doença e a evitá-la, tendo em vista que aumento da obesidade e dos maus hábitos no Brasil, por exemplo, estão tornando o câncer mais presente na vida dos brasileiros.

"Já sabemos que um em cada cinco brasileiros, até os 75 anos de idade, vai desenvolver câncer. A mudança de hábitos do brasileito tem levado a uma mudança nos tumores no Brasil. Mais da metade da população brasileira está acima do peso e há tumores que estão associados com a obesidade", explica.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de novos casos de câncer no Brasil no biênio 2016/2017 é de 600 mil registros. "A importância do atlas é que, com ele, as pessoas conseguem ter uma visão global (da doença) e fazer comparações", diz Marceli Santos, técnica da divisão de vigilância e análise de situação do INCA.

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