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Acidentes com animais peçonhentos crescem 157% nos últimos dez anos

Agência Brasil

08 Novembro 2012 | 18h 15

Entre os meses de novembro e março, esse tipo de acidente aumenta tanto na zona rural como nas cidades

 O Ministério da Saúde alerta que as notificações de acidentes com animais peçonhentos cresceram 157% na última década. Em 2011, foram mais de 139 mil ocorrências com 293 mortes.

Entre os meses de novembro e março, esse tipo de acidente aumenta tanto na zona rural como nas cidades. De acordo com o ministério, são inúmeras as causas, entre elas as chuvas que levam os animais a sair dos esconderijos e tocas, como escorpiões, aranhas e serpentes, e ainda coincide com o período reprodutivo de alguns deles. O desequilíbrio ecológico é outro motivo para o deslocamento dos animais para dentro das casas, em busca de local seco e comida.

Nesse período, o aumento de atividades nas lavouras acaba elevando o risco de contato e acidentes com cobras, por exemplo.

A Região Nordeste lidera os acidentes com escorpiões no país, superando 30 mil casos em 2011. O estado com o maior número foi a Bahia, com quase 10.500 casos. A Região Sul concentra os casos envolvendo aranhas - foram 18.052 registros no ano passado. O Paraná contabilizou 9.326 casos. As regiões Norte e Centro-Oeste têm o maior número de acidentes com serpentes: 9.329 e 3.326 casos, respectivamente.

Para evitar acidentes com escorpiões e aranhas, o ministério orienta que as pessoas devem usar calçados e luvas nas atividades no campo e de jardinagem; examinar calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las; vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés; usar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos; preservar predadores naturais como seriemas, corujas, sapos, lagartixas e galinhas; limpar terrenos baldios em uma faixa de pelo menos um a dois metros de proximidade ao muro ou cercas.

No caso de serpentes, a recomendação é não andar descalço na zona rural e nem em jardins; utilizar sempre sapados fechados com perneiras ou botas de cano longo, além de luvas de couro, e nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras. Outro cuidado é controlar o número de roedores existentes na área para evitar a aproximação de serpentes venenosas que deles se alimentam. No amanhecer e no entardecer, evitar ficar próximo da vegetação rasteira ao chão, gramados ou até mesmo jardins, pois é quando as serpentes estão em maior atividade.

Para evitar acidentes com lagartas, o alerta é observar bem ambientes silvestres - troncos, folhas, gravetos - sempre que for executar alguma atividade, além do uso de luvas.

Abelhas e marimbondos são atraídos por sons, odores e cores, como barulhos de motores de aparelhos de jardinagem e de motores de popa. A recomendação é que, no campo, o trabalhador fique atento à presença de abelhas, principalmente no momento de arar a terra com tratores. As retiradas de colmeias devem ser feitas, preferencialmente à noite ou ao entardecer, momento em que os insetos estão calmos, com uso de roupa protetora, e principalmente por profissional competente.