Celso Junior
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'Aedes' transgênico será avaliado em agosto em Piracicaba

O tempo necessário para reduzir população do inseto é de três a quatro meses, segundo empresa detentora da tecnologia

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

13 Maio 2015 | 18h32

SOROCABA - A primeira avaliação do desempenho do Aedes aegypti geneticamente modificado no controle da população do mosquito transmissor da dengue será feita em agosto, em Piracicaba, interior de São Paulo. De acordo com a empresa Oxitec, detentora da tecnologia do mosquito transgênico, de três a quatro meses é o tempo necessário para uma redução significativa na população do inseto, especialmente das fêmeas que transmitem a doença.

Cerca de 1,6 milhão de mosquitos modificados geneticamente foram soltos no bairro Cecap, periferia da cidade, desde que projeto de controle da dengue teve início, no dia 30 de abril. Ao cruzar com a fêmea selvagem, o macho transgênico produz filhotes que não atingem a idade adulta, interrompendo o ciclo reprodutivo do transmissor da dengue. Com isso, a população do inseto diminui.

De acordo com a Oxitec, que desenvolve o projeto em parceira com a prefeitura, a queda na temperatura nos últimos dias não afeta a ação dos mosquitos. Como o Aedes transgênico vive de dois a quatro dias, a soltura ocorre três vezes por semana para garantir uma população equilibrada de machos geneticamente modificados no bairro.

Mortes. Nas últimas 48 horas, mais quatro mortes por dengue foram confirmadas no interior de São Paulo. O número de mortes já passa de 200 no Estado - até 18 de abril, quando foi divulgado o último boletim, tinham sido confirmadas 169, segundo o Ministério da Saúde.

A Secretaria de Saúde de Indaiatuba, região de Campinas, confirmou nesta quarta-feira (13) o primeiro óbito pela doença este ano. A vítima, uma mulher de 77 anos, morreu no dia 20 de março num hospital de Campinas e a causa foi constatada em exames do Instituto Adolfo Lutz. Com 218 casos confirmados e 1.350 aguardando exames, a cidade se prepara para uma possível epidemia.

A prefeitura de Bertioga, no litoral paulista, investiga se a dengue que matou um morador de 41 anos, no último domingo, é do tipo hemorrágico. Ele apresentava sintomas e um diagnóstico clínico confirmou a dengue. Amostras foram encaminhadas para o Adolfo Lutz. 

Outros óbitos tinham sido confirmados na terça-feira em Votorantim, região de Sorocaba, em que a vítima é uma mulher de 61 anos, e em São Carlos, região central do Estado. Nesse caso, exames mostraram que a dengue foi a causa a da morte de uma menina de 12 anos.

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