Agência da ONU vai transferir tecnologia ao Brasil para deter Aedes

AIEA facilitará o acesso a um irradiador que permite a esterilização do mosquito 'Aedes aegypti'

O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2016 | 15h47

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) transferirá ao Brasil sua tecnologia de esterilização do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zika, para reduzir sua população.

A AIEA anunciou nesta quarta-feira, 24, esta decisão após uma reunião organizada em Brasília, que terminou na noite de terça, pelo Ministério da Saúde brasileiro. O encontro contou com a participação de especialistas internacionais de 12 países e da agência.

A agência nuclear da ONU facilitará ao centro Moscamed de Juazeiro, na Bahia, um irradiador gama de cobalto-60, "componente essencial para o desenvolvimento da técnica SIT" (tecnologia do inseto estéril), afirmou a AIEA em comunicado.

A técnica SIT consiste em liberar milhões de machos esterilizados por radiação para que acasalem com as fêmeas. Como estes insetos se acasalam uma única vez, este processo pode ajudar a reduzir, e nas perspectivas mais otimistas erradicar, as populações de mosquitos.

"O irradiador permitiria às nossas instalações criar até 12 milhões de mosquitos Aedes aegypti machos esterilizados por semana", explicou o diretor da Moscamed, Jair Virgínio, citado pela AIEA.

Desta forma, poderiam chegar a até 750 mil pessoas em 15 municípios da Bahia e de Pernambuco, especialmente afetados pelo vírus zika, acrescentou Virgínio.

Os especialistas reunidos em Brasília esta semana concordaram que a tecnologia SIT é um método eficaz, seguro, ambientalmente sustentável e que permite controlar as populações de mosquitos, permitindo combater as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, dengue, zika e chikungunya. /EFE

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