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Alckmin descarta ajuda do Exército para combater dengue em SP

Governador disse que Exército não tem 'expertise' para esse tipo de ação; ele visitou cidade de Marília, que registrou mais de mil casos 

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2015 | 15h42

MARÍLIA - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) descartou a participação do Exército nas ações de controle da dengue, doença que atingiu o nível de epidemia em pelo menos uma dezena de municípios do interior. Cobrado nesta terça-feira, 10, em Marília, cidade que está em estado de emergência por causa da doença, ele disse que o Exército não tem "expertise" nesse tipo de ação. "Essa não é a expertise deles. O controle da dengue deve ser feito com o combate ao mosquito transmissor. É uma tarefa do município, mas todo cidadão precisa ajudar."

Marília registrou mais de mil casos da doença e duas mortes são atribuídas à dengue - os exames ainda não ficaram prontos. Na região, Paraguaçu Paulista também entrou em emergência. No Estado, são 13 mortes suspeitas. Segundo o governador, o Estado está atendendo pedidos dos municípios com o envio de equipes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), além de equipamentos de nebulização e apoio técnico para o controle do mosquito. "Como ainda não tem vacina, cada um tem de fazer a sua parte, eliminando os focos."

Alckmin disse que o Instituto Butantan, mantido pelo Governo do Estado, está "muito próximo" de ter a vacina contra a dengue pronta para ser aplicada na população. O Instituto já iniciou a fase de testes da vacina em humanos. Sem falar em datas, o governador afirmou que o Instituto está bem adiantado nesse trabalho. "Logo vamos ter a vacina, mas até lá é preciso o empenho de todos."

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