Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Ambev vai distribuir em bares e restaurantes panfleto contra 'Aedes'

Expectativa é de que material chegue a 1 milhão de locais; 200 mil pessoas das Forças Armadas serão mobilizadas contra o mosquito

Isadora Peron, Enviada especial de O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2016 | 13h31

UBERLÂNDIA - Ao lado da presidente Dilma Rousseff, a Ambev anunciou o seu plano de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya. A ideia da empresa é usar a sua ampla rede de alcance no território nacional para distribuir os panfletos produzidos pelo Ministério da Saúde. A estimativa da companhia, que produz as principais marcas de cerveja do mundo, é que o material chegue a mais de 1 milhão de bares e restaurantes em todo o País.

Segundo o presidente da Ambev, Bernardo Paiva, a iniciativa foi planejada para atender ao apelo que a presidente fez durante a reunião do Conselhão, na semana passada, em Brasília. Paiva é um dos 90 integrantes do colegiado formado para ajudar o governo a pensar medidas para tirar o País da crise.

Em seu discurso durante a inauguração de uma fábrica da Ambev em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Dilma agradeceu o empenho da companhia e voltou a ressaltar a necessidade da união de todos no combate ao mosquito.

Ela lembrou que no próximo dia 13 o governo federal fará sua primeira mobilização nacional contra o Aedes. "Vamos mobilizar todo o contingente de 220 mil pessoas das Forças Armadas e também os serviços de saúde. O zika vírus a gente combate com vacina, mas o mosquito a gente não pode nem deixar nascer", afirmou.

Dilma disse ainda que a principal preocupação no momento é com a relação encontrada entre o zika vírus e o aumento de número de casos de bebês com microcefalia.

Nesta quarta-feira, 3, a presidente fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para ressaltar a necessidade de união contra as doenças transmitidas pelo mosquito. "Não vou falar sobre política ou sobre economia. Vou falar sobre saúde e sobre uma luta urgente que temos de travar neste momento em defesa das nossas famílias", disse.

Sem detalhar o montante investido pelo governo, a presidente afirmou que todos os recursos "financeiros, tecnológicos e humanos necessários" serão colocados "nesta luta em defesa da vida". Ela citou novamente o contato feito com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que os dois países possam desenvolver, "o mais depressa possível", uma vacina contra o zika.

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