Andrea, mãe de Marianna, virou fisioterapeuta para tratar da filha

Ela prestou vestibular para ajudar de forma mais direta no desenvolvimento da filha, de 8 anos

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2015 | 03h01

SÃO PAULO - Ao perceber a revolução que as terapias de estimulação estavam fazendo na vida da filha, Andrea Simões, de 39 anos, não teve dúvidas: prestou vestibular para o curso de Fisioterapia para poder ajudar de forma mais direta no desenvolvimento da pequena Marianna, de 8 anos, que nasceu com microcefalia.

“O neurologista disse que ela era uma criança que podia ficar sem falar, sem andar, sem escutar. Quando passei a levá-la na reabilitação, me apaixonei por aquele trabalho. Ela pode aprender quase tudo, só que de forma mais lenta”, conta Andrea, hoje fisioterapeuta que, além de fazer exercícios em casa com a filha, atende crianças com microcefalia e outras deficiências no município de Normandia, em Roraima, Estado onde mora.

“Fui contratada há seis meses. Antes disso, a cidade nunca tinha tido um fisioterapeuta. E percebo que as crianças que nunca tiveram essa estimulação realmente não falam, não andam”, conta ela. 

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