REUTERS / CDC / Cynthia Goldsmith
REUTERS / CDC / Cynthia Goldsmith

Anticorpos de paciente com zika impedem infecção em ratos, diz estudo

Descoberta se junta ao arsenal atual de anticorpos que estão em desenvolvimento para suprir a necessidade de terapias e vacinas

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2016 | 21h12

Um grupo de pesquisadores identificou anticorpos neutralizadores do vírus da zika procedentes de um paciente que protegeram ratos por completo da infecção, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, 14, na revista Science Translational Medicine.

A descoberta se junta ao arsenal atual de anticorpos que estão em desenvolvimento para suprir a grande necessidade de terapias e vacinas antivirais contra esta doença, de acordo com o comunicado.

Os anticorpos utilizados no estudo, realizado por cientistas de universidades da China, do Canadá e do Reino Unido, têm como objetivo exclusivo o combate ao vírus da zika, ao contrário de outros que estão sendo investigados e que reconhecem tanto o vírus desta doença como o da dengue. 

A alta especificidade destes anticorpos, dirigidos somente ao zika, "poderia ser fundamental" para evitar potenciais efeitos secundários, como uma infecção pelo vírus da dengue.

A equipe, dirigida por Qihui Wang, da Academia de Ciências de Pequim, isolou 13 anticorpos monoclonais do sangue de um paciente infectado que voltava à China depois de visitar a Venezuela.

Destes anticorpos, os conhecidos como Z23 e Z3L1, "potencialmente" eliminaram o vírus in vitro sem provocar uma reação cruzada com cepas do vírus da dengue, e protegeram completamente ratos de se infectarem com o vírus da zika.

As análises estruturais sugerem que os anticorpos bloqueiam a infecção mediante o ataque de certos locais que envolvem o vírus e o ajudam a entrar nas células. 

Os autores afirmam que será necessária "uma análise em maior profundidade" para compreender melhor como o Z23 e o Z3L1 oferecem esta proteção especificamente. /EFE

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