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Fábio Motta/Estadão

Anúncio da OMS sobre microcefalia não impacta hotéis do Rio

Segundo associação, não houve desistências de viagens; organização aconselhou que turistas sejam informados sobre riscos

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Constança Rezende,
O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2016 | 11h50

RIO - A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro(ABIH-RJ) informou, na manhã desta terça-feira, 2, que o anúncio de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a microcefalia em áreas com zika ainda não impactou diretamente na atividade hoteleira. Segundo a associação, não foram registradas desistências de viagens ao Rio motivadas pela situação. Porém, informou que está atenta às ações do governo para solucionar a questão.

"A ABIH-RJ acompanha o lamentável cenário de infestação de zika vírus, dengue, chikungunya no País. A associação confirmou junto à Secretaria de Saúde que a zona sul e a Barra da Tijuca, regiões onde estão concentrados os empreendimentos hoteleiros instalados na cidade, são classificadas como áreas de baixo risco, com menor incidência de casos", afirmou a entida em nota. "Até o momento, não houve impacto direto para a atividade hoteleira, já que não foram registrados cancelamentos ou adiamentos com esta motivação."

A decisão da OMS foi divulgada na última segunda-feira, 1º. A organização aconselhou que viajantes sejam informados sobre os riscos do vírus em cidades com incidência.

Movimentação. Presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens em São Paulo (ABAV-SP), Marcos Balsamão diz que não houve desistências por causa do Aedes aegypti e dos relatos de doenças associadas a ele. "A movimentação é bastante grande. Aqui em São Paulo, temos percebido que houve o pré-carnaval com várias ruas interditadas pelos blocos. O carnaval vai ser bom no Rio de Janeiro, em Salvador. Esperamos um crescimento significativo."

Balsamão diz que dados deste ano apontam para um crescimento nas viagens nacionais. "Há dois anos, tínhamos uma movimentação de viajantes de 50% para o Brasil e 50% para o exterior. Mas o o brasileiro incorporou a viagem em seu orçamento e, quem se acostumou a viajar, não vai deixar de viajar. Neste ano, estamos trabalhando com 75% de viagens domésticas."

O presidente da ABAV diz ainda que os casos de desistência foram pontuais. "Elas acontecem por problemas de família. O que a gente não percebe é o cancelamento por causa do mosquito."

Para Bruno Omori, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Estado de São Paulo (ABIH-SP), os trabalhos de combate ao mosquito vão ajudar a impedir que o setor seja afetado. "Tanto a dengue quanto zika e chikungunya podem ser evitados com o combate ao mosquito. Mostrar que o País está trabalhando para eliminar essa doença ajuda na promoção de o Brasil como um lugar seguro para o turismo." /COLABOROU PAULA FELIX

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