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REUTERS/Shannon Stapleton

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Aplicativos ajudam pacientes a manter vacinação em dia

Ferramentas emitem alertas quando vacinas estão próximas e podem ser personalizados de acordo com a idade de cada um

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Paula Felix ,
O Estado de S.Paulo

06 Julho 2016 | 07h00

Deixar de tomar uma vacina por esquecimento é algo comum, principalmente quando a imunização não é feita por meio de dose única. Para ajudar quem quer manter o cartão de vacinação atualizado, os aplicativos para celular são uma alternativa. Disponíveis para aparelhos iOS e Android, alguns emitem alertas para avisar quando as doses devem ser tomadas e apresentam as vacinas indicadas para cada tipo de paciente.

"A imunização é uma das coisas mais importantes em saúde pública. Melhor do que tratar é prevenir uma infecção. Quanto maior o número de doses necessárias e o intervalo entre elas, maior a chance de se esquecer. Os recursos tecnológicos podem ajudar a manter a cobertura vacinal adequada", explica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Rosana diz que, no caso de vacinas que precisam de mais de uma dose, é necessário tomar todas. "Se fizer duas doses e perder uma, a pessoa não fica totalmente imunizada e acaba não tendo o melhor de proteção que a vacina pode oferecer."

Um desses aplicativos foi desenvolvido pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Gratuito, ele avisa as datas das próximas vacinas e indica locais de vacinação, nas unidades do hospital e também na rede pública de saúde.

Idealizador do Einstein Vacinas e gerente médico do setor de Medicina Diagnóstica e Preventiva do hospital, Eduardo Cordioli explica que a ferramenta se baseia no calendário nacional de vacinação e pode ser personalizado de acordo com a faixa etária do paciente. "Qualquer pessoa pode se registrar e pode controlar a vacinação de toda família, porque pode cadastrar mais de uma caderneta."

Cordioli, que também é ginecologista e obstetra, diz que a ideia surgiu após observar o comportamento de pacientes em relação às vacinas. "Percebi que muitas mães faziam as primeiras vacinas, mas acabavam se esquecendo das demais. Na caderneta física, escreve-se a lápis e as pessoas não veem mais notas e lembretes no papel."

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