Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Após crise causada pelo Mais Médicos, Ministério da Saúde e CFM se aproximam

Ministro Arthur Chioro e presidente do conselho se reuniram para discutir temas 'menos espinhosos', como incentivo ao parto normal

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2015 | 19h53

BRASÍLIA - Depois de um ano e meio de rompimento, Ministério da Saúde e Conselho Federal de Medicina iniciaram um processo de reaproximação. O ministro Arthur Chioro e o presidente do colegiado, Carlos Vital, tiveram nesta quarta-feira, 4, uma reunião de quase três horas, na Esplanada, para discutir uma pauta de assuntos que, na avaliação de Chioro "são menos espinhosos."

A tensão entre ministério e CFM teve início em 2013, logo quando começaram os rumores para criação do Mais Médicos. Para o colegiado, a medida significava uma ameaça à qualidade do atendimento, provocada, principalmente pela dispensa da validação do diploma obtido no exterior. O exame, diziam, garantiria o controle sobre o preparo dos profissionais. 

"É uma retomada de diálogo, isso não significa que não possamos ter discordâncias. Mas a conversa é feita com respeito e credibilidade. Sem isso não tem negociação", disse Chioro. O encontro ocorre exatamente um ano depois de a médica cubana Ramona Rodrigues abandonar o posto do Mais Médicos da cidade de Pacajá, no Pará, pedir abrigo na liderança do DEM e asilo nos Estados Unidos. "É simbólico", diz.

Entre os assuntos que serão debatidos estão estratégias para incentivar o parto normal, para combater irregularidades na área de próteses e órteses, novas regras para prontuários de médicos, formação de profissionais e a regulamentação de uma licença para médicos argentinos trabalharem no País, desde que com validação do diploma. "Grupos de trabalhos pontuais serão formados. Serão poucos integrantes, para discussões específicas", disse.

O processo de reaproximação vem sendo feito por etapas. Neste mês, uma reunião com a Associação Médica Brasileira já foi realizada. Também um encontro com a Federação dos Médicos.

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