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Após ter ovário congelado na infância, árabe dá à luz

Procedimento é inédito com mulheres em fase pré-puberdade, segundo Universidade de Leeds; paciente havia ficado infértil após quimioterapia

O Estado de S. Paulo

15 Dezembro 2016 | 09h03

LONDRES - Uma mulher árabe de 24 anos, cujo tecido do ovário foi congelado quando ainda tinha 9, deu à luz a seu primeiro filho no Hospital Portland, na capital inglesa, anunciou nesta quarta-feira, 14, a Universidade de Leeds. Foi a primeira vez em que funcionou o processo com o tecido do ovário de uma criança em fase de pré-puberdade. 

No mundo todo, nasceram mais de 60 bebês nasceram de mulheres que tiveram a fertilidade recuperada, mas nenhum com procedimento semelhante a esse. A paciente Moaza Al Matrooshi tinha talassemia, doença hereditária relacionada a um defeito de fabricação da hemoglobina. Na época, havia necessidade de tratamento quimioterápico e, como isso poderia danificar a capacidade de reprodução da criança, os médicos removeram e congelaram seu ovário direito. 

Os tecidos desse ovário foram reimplantados no ano passado, o que permitiu o nascimento, classificado de "milagre" pela mãe, em entrevista à rede britânica BBC. Após o transplante, os níveis hormonais da jovem árabe voltaram à normalidade, ela começou a ovular e restaurou a fertilidade. 

Em 2015, uma belga engravidou de seu primeiro filho depois de ter feito o mesmo procedimento quando tinha 13 anos. Mas, destaca a universidade, ela já havia entrado na puberdade quando se extraiu o ovário. /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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