Asteroide de Chelyabinsk se chocou no espaço antes de cair na Terra

Um asteroide que explodiu no ano passado sobre Chelyabinsk, na Rússia, deixando mais de mil pessoas feridas por estilhaços de vidro e destroços, colidiu com outro asteroide antes de atingir a Terra, mostrou uma nova pesquisa científica.

IRENE KLOTZ, Reuters

22 Maio 2014 | 21h40

Análises de um mineral chamado jadeíta, que estava impregnado em fragmentos recuperados depois da explosão, mostram que o asteroide atingiu outro ainda maior a uma velocidade relativa de 4.800 quilômetros por hora.

“Este impacto pode ter separado o asteroide de Chelyabinsk do seu corpo principal e o enviado à Terra”, escreveu o pesquisador-chefe Shin Ozawa, da Universidade de Tohoku, no Japão, em um estudo publicado nesta semana no periódico Scientific Reports.

A descoberta deve esclarecer aos cientistas como um asteroide pode acabar em uma colisão com a Terra. Os cientistas suspeitam que a colisão aconteceu cerca de 290 milhões de anos atrás.

A maior parte do asteroide de 20 metros de largura que brilhou sobre Chelyabinsk, no sudoeste da Sibéria, em 15 de fevereiro de 2013, foi incinerada e virou uma grande bola de fogo, resultado do aquecimento da fricção ao atingir a atmosfera voando a 67.600 quilômetros por hora. Mas muitos fragmentos sobreviveram.

O asteroide viajava quase 60 vezes a velocidade do som e explodiu a cerca de 30 quilômetros do solo com uma força quase 30 vezes maior que a da bomba atômica lançada pelos Estados Unidos em Hiroshima, no Japão, em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.

A explosão sobre Chelyabinsk causou ondas de choque que destruíram edifícios e deixou janelas quebradas. Mais de 1.000 pessoas foram feridas por estilhaços.

Os cientistas ainda estão analisando fragmentos do asteroide para calcular a sua trajetória exata em direção à Terra.

Em um e-mail à Reuters, Ozawa descreveu o meteorito de Chelyabinsk como "um exemplo único".

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