Marcos D'Paula/AE
Marcos D'Paula/AE

Atuação da Anvisa no aeroporto do Rio divide opiniões

Passageiros relatam que única medida era a abordagem de mexicanos e americanos pelos agentes

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2009 | 18h28

Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abordaram os passageiros mexicanos e americanos, que desembarcaram nesta segunda-feira, 27, pela manhã no Aeroporto Internacional do Rio Tom Jobim (Galeão). De acordo com os brasileiros, que chegaram em voos vindos dos Estados Unidos, esta foi a única medida notada pelos viajantes para impedir a chegada do vírus influenza suína no País. O monitoramento discreto dividiu opiniões entre os viajantes.

 

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"Lá eles estão mais rigorosos do que os agentes de saúde aqui. Vi três funcionários da Anvisa, mas eles não estavam fazendo nada", disse o dentista Renato Abreu, de 46 anos, que voltou com a família em um voo vindo de Miami. Já o diretor do Hospital de Geriatria do Rio, o médico Marcelo Tinoco, de 43, elogiou a ação da Anvisa. "Os agentes estão corretos ao agir sem histeria, de forma seletiva e discreta. Não é necessário neste momento o uso de máscaras ou luvas. No meu voo, foram abordados mexicanos e americanos, que moravam no Arizona, Estado que faz fronteira com o México", afirmou.

 

Pouco antes do voo da American Air Lines proveniente de Houston aterrissar, a passageira Renata Gibrail, de 30 anos, presenciou a abordagem aos passageiros do México. "Um comissário pediu que os passageiros mexicanos se reportassem ao oficial na parte da frente da aeronave. Ao desembarcar, encontramos os agentes da Anvisa uniformizados e identificados com um crachá", contou Renata.

 

O piloto da American Airlines Samuel Mason, que veio de Nova York, garantiu que sua tripulação estava orientada para entrar contato com as autoridades brasileiras, caso algum passageiro apresentasse os sintomas da gripe. "A tripulação está totalmente orientada para isso. Até o momento não foi necessário, mas estamos atentos", afirmou Mason ao desembarcar.

 

Nenhum dos passageiros relatou ter escutado no aeroporto os avisos sonoros sobre os sintomas da gripe suína, que a Anvisa afirmou ter começado a veicular no domingo. "Nos Estados Unidos, a gripe suína é a manchete mais lida em todos os jornais online. Aqui a divulgação ainda é tímida", avaliou a estudante Juliana Fidélis, de 17 anos, que chegou de Houston. A estudante Úrsula Moreira, de 19 anos, apontou descontrole no monitoramento. "Nos Estados Unidos, a população está bem informada. Em uma escola média, várias alunos estão infectados. Aqui a coisa ainda está descontrolada", opinou.

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