Aumentam críticas a Governo mexicano por ação contra gripe

Críticas se centram em uma suposta demora na hora de informar sobre a doença, algo que o Governo nega

Efe,

28 Abril 2009 | 18h28

Partidos opositores, jornalistas e alguns setores econômicos do México criticaram nesta terça-feira, 28, a forma como o Governo está conduzindo a epidemia de gripe suína que pode ter causado 155 mortes no país, sendo 20 delas já confirmadas.

 

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Na maioria dos casos, as críticas se centram em uma suposta demora na hora de informar sobre a doença, algo que o Governo nega.

 

"Primeiro não se informou à sociedade quando ocorreu o fenômeno, mas até que começassem a aparecer as consequências, se disse que se poderia prevenir com vacina. Depois, disseram que isso não existia, que se tratava de uma cepa nova, e agora se diz que a solução são os retrovirais", questionou Porfirio Muñoz Ledo, coordenador da Frente Ampla Progressista (FAP).

 

O dirigente dessa coalizão de partidos de esquerda opinou, em entrevista publicada hoje no diário El Universal, que falta "transparência" ao Governo Felipe Calderón. Para ele, o Executivo tem uma política ruim de comunicação que gerou "histeria coletiva" e circulam "as versões mais disparatadas sobre a origem" da epidemia.

 

Segundo o líder político, os cidadãos mexicanos desconhecem "realmente a gravidade, a extensão e as consequências do problema". Muñoz Ledo assegurou que no passado 18 de março se detectou o primeiro caso de gripe suína, o que o Governo nega.

 

Outros críticos foram além, como a senadora Yeidckol Polevnsky, do Partido da Revolução Democrática (PRD), que expressou na segunda-feira em coletiva de imprensa que teme que o Governo esteja manipulando a magnitude real da epidemia com fins eleitorais e para desviar a atenção da crise econômica e de uma suposta intenção de militarizar o país. No próximo dia 5 de julho, o México realizará eleições legislativas parciais.

 

Pelo contrário, o coordenador dos senadores do esquerdista PRD, Carlos Navarrete, disse em declarações à imprensa que não é o momento de responsabilizar ninguém. Se houvesse "uma atitude condenável nas medidas desenhadas e implementadas ou alguma indolência (por parte do Governo), haverá tempo para avaliar", assinalou.

 

Alguns setores dizem inclusive que o Governo mexicano ocultou a informação do surto de gripe suína para não afetar a visita que o presidente americano, Barack Obama, fez ao México em 16 de abril.

 

O analista político Jorge Alcocer, colunista de opinião do periódico Reforma, pediu ao Executivo que "esclareça a informação, números verídicos e ações que tenham relação direta com a gravidade da situação."

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