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Banco público de sangue de cordão umbilical é aberto em SP

Agência Brasil

11 Março 2010 | 15h 58

Iniciativa beneficiará pessoas com doenças hematológicas, genéticas e imunes, e que precisam de transplante

O Hospital Sírio-Libanês inaugurou nesta quinta-feira, 11, em parceria com o Ministério da Saúde e a maternidade Amparo Maternal, um banco de sangue de cordão umbilical. A iniciativa beneficiará pessoas com doenças hematológicas, genéticas e imunes, que têm indicação de transplante e não encontram doadores na família, nem nos registros internacionais de doadores vivos.

 

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Com o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do Sírio-Libanês, a oferta de células-tronco para transplante aumentará. Segundo os médicos, as células de cordão umbilical são mais imaturas, o que permite que se realizem transplante com grau de compatibilidade genética menor.

 

De acordo com a médica Poliana Patah, a maternidade Amparo Maternal foi escolhida porque realiza cerca de 700 partos por mês e propiciará mais variedade racial ao banco, já que recebe gestantes de todas as classes sociais, sendo muitas estrangeiras. "A população assistida no Amparo Maternal atende ao que buscamos no banco, que é uma diversidade genética muito importante", disse Poliana.

 

Ela explicou que a maternidade acompanha as gestantes durante todo o pré-natal e apresenta um índice de cesarianas abaixo de 15%, o que é muito importante, porque a primeira preocupação da equipe, por se tratar de uma doação voluntária, é não interferir no trabalho da equipe de obstetrícia que assiste a gestante e priorizar sempre o atendimento da mãe e do bebê.

 

Primeiro, é feita uma triagem entre as gestantes para selecionar aquelas que não têm histórico de doenças, problemas de saúde e que tiveram um pré-natal tranquilo. Em seguida, as equipes do Sírio-Libanês conversam com as gestantes e explicam o funcionamento e os objetivos do trabalho.

 

"Aquelas que se interessam em fazer a doação têm o trabalho de parto acompanhado e o material retirado após o corte do cordão. Nosso trabalho inicia-se sempre depois que o bebê nasce e é entregue ao pediatra. A coleta é feita, o material mantido refrigerado e transportado para o Sírio-Libanês, onde é processado e congelado. O material fica nos tanques de nitrogênio onde é mantido à disposição da rede nacional", informou a médica..

 

De acordo com o médico Celso Arrais, da equipe de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do hospital, de 1993 a 2009, foram realizados 400 transplantes desse tipo, o que colocou o Brasil em quinto lugar no mundo na realização de transplantes de cordão umbilical. "O interessante em ter mais um banco como esse é fato de podermos aumentar os transplantes feitos com material nacional e até disponibilizar esse material para uso internacional."