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Impeachment barra eventual substituição de ministro da Saúde

Além de declarações desastrosas, avaliação é de que medidas adotadas contra dengue e zika não estão surtindo o efeito desejado

Tânia Monteiro

O ministro da Saúde, Marcelo Castro

O ministro da Saúde, Marcelo Castro

A presidente Dilma Rousseff está incomodada com a gestão do ministro da Saúde, Marcelo Castro. Além das declarações consideradas desastrosas dadas por ele sobre a microcefalia e o combate ao Aedes aegypti, a avaliação é a de que as medidas adotadas contra a dengue e o zika não estão surtindo o efeito desejado. Segundo seus interlocutores, ela tem cobrado quase que diariamente providências do ministro. 

Apesar disso, a presidente não pensa em substituí-lo no cargo nem em tirá-lo da pasta, pelo menos por enquanto. O motivo é fundamentalmente político. Castro, deputado federal licenciado eleito pelo PMDB do Piauí, foi indicado para o cargo pelo líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), que tem defendido com unhas e dentes o mandato da presidente e se posicionado contra o processo de impeachment.

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Nesse sentido, a presidente quer evitar um novo desgaste com o partido, que está dividido entre uma ala governista e outra oposicionista, além de manter na liderança da legenda Picciani para evitar maiores prejuízos políticos em fevereiro, quando o impeachment volta a ser discutido. Além de combater internamente no PMDB o avanço do processo de impeachment, caso ele recrudesça, o Planalto também conta com Picciani na aprovações de medidas importantes na economia, que o governo acredita que vão ajudar na retomada do crescimento do País.

Castro tem afirmado a seus correligionários que está “sob fogo amigo”. Ao Planalto chegaram as queixas do responsável pela Defesa Civil, general Adriano Pereira, sobre a ineficiência de ações executadas pela Saúde. Tem havido sérios problemas principalmente na compra e distribuição de inseticidas e larvicidas, além das dificuldades de ampliar a verificação das residências. O ministro tem justificado que há uma enorme dificuldade de implementar as ações federais nos Estados e municípios porque esses dois segmentos não têm seguido as orientações federais. Além disso, não estariam agindo com a eficiência necessária na fiscalização das moradias.

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