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Bebês de mães com zika serão acompanhados, diz ministro da saúde

Barros discursou na Assembleia Mundial da Saúde da OMS; ele disse que doença não deve influenciar segurança da Olimpíada

Viviane Bianco, Especial para o Estado

23 Maio 2016 | 21h30

GENEBRA - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta segunda-feira, 23, em Genebra que os bebês que não desenvolveram microcefalia, mas cujas mães contraíram o vírus zika na gestação, também serão acompanhados, para garantir que não há sequelas. Uma instituição parceira, que possa fazer esse monitoramento, deve ser definida em breve.

Segundo o ministério, dos 7.534 casos suspeitos de microcefalia no País, 2.818 foram descartados, mas devem continuar em observação. Outros 1.384 casos da doença foram confirmados e 2.818 estão sob investigação. Barros discursou nesta segunda na Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua prioridade foi tranquilizar a comunidade internacional sobre os riscos relacionados às transmissão de dengue, chikungunya e zika durante os Jogos Olímpicos, no Rio, em agosto.

Barros apresentou um mapa que mostra que, na época em que a Olimpíada será realizada, a incidência das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti será menor por causa da diminuição da temperatura e das chuvas.

A preocupação central é mostrar que o País está preparado e garantir que as doenças estão controladas e não devem influir na segurança do evento. Segundo o ministério, o País deve receber de 350 mil a 500 mil turistas estrangeiros no período.

Barros procurou reforçar que o Brasil não é o único país que lida atualmente com o surto de zika. Segundo ele, a doença está presente em 60 países. O ministro afirmou que 3,5 mil agentes externos foram contratados para garantir que a região dos Jogos estará livre do mosquito.

Para Margaret Chan, diretora-geral da OMS, que também falou ontem, a epidemia de zika na América Latina é o resultado do abandono das políticas de combate ao Aedes nos anos 1970.

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