Brasil confirma 57 casos de sarampo desde o início do ano

Rio Grande do Sul, Pará e Paraíba concentram ocorrências, que segundo governo são importadas

Agência Brasil

04 Novembro 2010 | 20h55

BRASÍLIA - Os Estados do Rio Grande do Sul, do Pará e da Paraíba confirmaram a ocorrência de 57 casos de sarampo desde o início do ano. Em 2006, um surto na Bahia registrou o mesmo número de doentes.

 

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul registrou sete casos da doença. Desde agosto, foram identificados 103 suspeitas no Estado, sendo que 94 foram descartadas e duas continuam sob investigação.

 

A Paraíba contabiliza o maior número de vítimas: 47. A incidência ocorre, principalmente, entre moradores da capital, João Pessoa, e nas crianças com menos de 5 anos. Para conter o surto, autoridades de saúde do município intensificaram a vacinação na faixa de 6 meses a 5 anos desde setembro. Foram aplicadas 23.400 doses de tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba). A meta é imunizar mais de 50 mil crianças até a segunda quinzena deste mês.

 

No Pará, foram registrados três casos de sarampo em julho. Segundo o Ministério da Saúde, todos registros ocorridos no Brasil nos últimos dez anos são importados, ou seja, o vírus responsável pela contaminação nesse período é originário de outros países.

 

No Rio Grande do Sul, as primeiras vítimas contraíram a doença na Argentina e, na Paraíba, o vírus é semelhante ao encontrado na África do Sul. No Pará, ainda não foi identificada a origem da doença.

 

Em setembro, o Brasil entregou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) um relatório para receber o certificado de país livre do sarampo. Segundo o ministério, os atuais casos não interferem no pedido, por serem importados. Para ser considerada transmissão dentro do País, o vírus precisa circular pelo menos durante um ano. A última vez que isso aconteceu foi em Mato Grosso do Sul, em 2000.

 

O sarampo é uma doença contagiosa transmitida pelo ar ao respirar, tossir, espirrar ou falar. Os sintomas são: febre alta, tosse rouca, conjuntivite, coriza, perda do apetite e manchas avermelhadas na pele. A vacina é a medida mais eficaz de prevenção. A dose é recomendada a partir de 1 ano de idade e está disponível nos postos de saúde.

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