Brasil deverá manter emergência por microcefalia até nascimento de bebês

Governo quer saber mais sobre má-formação até que todas as crianças geradas em abril deste ano nasçam

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

25 Outubro 2016 | 20h38

BRASÍLIA - O Brasil deverá manter o estado de emergência em saúde pública por causa de microcefalia pelo menos até que todos os bebês gerados até abril nasçam e se saiba um pouco mais sobre a má-formação. "O comportamento da microcefalia é desconhecido", admitiu o diretor do departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage. 

O País apresentou altos índices de infecção por zika (incluindo em gestantes) há seis meses, observou Hage. "Não sabemos qual será o comportamento. É preferível aguardar o nascimento de todas as crianças geradas neste período para ver qual será o comportamento da doença", completou o diretor.

Epidemias provocadas pelo agente, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e por relações sexuais com pessoas contaminadas, foram identificadas em Estados do Nordeste e no Rio no primeiro semestre deste ano. A infecção em gestantes aumenta o risco de bebês nascerem com síndrome congênita provocada pelo vírus. Além de microcefalia, o bebê pode nascer com problemas auditivos, de visão e nas articulações. 

O estado de emergência em saúde pública em importância nacional foi declarado em 11 de novembro de 2015. De acordo com Hage, a situação é analisada todas as semanas, desde então. O número de casos de microcefalia, neste momento, é 80% menor do que apresentado ano passado. Apesar da redução, Hage considera precipitada uma mudança no estado de alerta. Ele lembrou que o alerta também é mantido em nível internacional.

 

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