1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Butantã busca verba para estudo sobre zika na Europa e nos EUA

- Atualizado: 10 Março 2016 | 07h 50

Presidente do instituto diz que burocracia atrasa recursos federais; Ministério da Saúde alega que há documentação pendente

Kalil: 'Somos um país burocrático e isso pode ser contrário a nós' 

Kalil: 'Somos um país burocrático e isso pode ser contrário a nós' 

GENEBRA - O presidente do Instituto Butantã, Jorge Kalil, afirmou que a instituição está pedindo financiamento de agências dos Estados Unidos e da Europa para o desenvolvimento de uma vacina e para pesquisas sobre o vírus da zika. E disse que o Brasil corre o risco de ter de importar uma solução para o surto, se não agir de forma mais rápida para garantir o financiamento das atividades no País.

Na segunda-feira, em entrevista ao Estado, Kalil afirmou que não havia ainda recebido dinheiro prometido do governo federal, nem para a vacina de zika nem para completar a fase 3 de testes para o imunizante da dengue - um cheque de R$ 100 milhões assinado no dia 22 pela presidente Dilma Rousseff. 

Nesta quarta, falando em Genebra para jornalistas estrangeiros, o brasileiro reconheceu que “o governo colocou alta prioridade na luta contra dengue e zika” e “se comprometeu” a manter as operações contra o surto. Mas alertou que “o Brasil tem muitos problemas de recursos”. “Somos um país burocrático e isso pode ser contrário a nós. Isso diminui nossa competitividade. É frustrante.”

Para completar os recursos que precisa, porém, ele confirmou que está em contato com a Comissão Europeia e com programas americanos dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) para avaliar um pacote vindo do exterior. “Estamos tentando conseguir dinheiro de onde vier. É muito importante conseguir o dinheiro necessário”, explicou, ressaltando que “tem muita gente interessada no que estamos fazendo no Brasil”. O cientista diz que precisa de R$ 30 milhões para pesquisas sobre zika. Até agora, o governo autorizou R$ 8,5 milhões. Na fase 3 de testes para a vacina da dengue, indicou que precisa de R$ 300 milhões. 

Ministério. Reagindo aos comentários de Kalil emitidos ainda na segunda-feira, o Ministério da Saúde publicou uma nota indicando que “considera contraditórias as falas, uma vez que o laboratório não entregou documento obrigatório para a liberação de recursos”.

“Mesmo estando dentro dos prazos previstos para início das transferências (até 30 dias após sua assinatura), o Ministério da Saúde fica impedido de destinar os valores diante desta pendência”, explicou. Sobre os R$ 100 milhões para a fase 3 da vacina contra a dengue, a pasta ainda esclareceu que “os documentos exigidos para a liberação de recursos” foram entregues pelo Butantã na terça. 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em SaúdeX