Caçada de mamutes causou mudança climática na pré-história

Extinção causada pelo homem pré-histórico ajudou no fim da última Era Glacial

REUTERS

15 Julho 2010 | 14h07

caçadores antigos que espreitaram os últimos mamutes lanudos provavelmente ajudaram a aquecer as latitudes extremas do norte da Terra milhares de anos antes que os seres humanos começassem a queimar combustíveis fósseis, de acordo com um estudo sobre mudança climática pré-histórica.

 

A extinção dos mamutes lanudos, que comiam folhas, contribuiu para uma proliferação de árvores baixas na região do Ártico, escurecendo uma paisagem que originalmente refletia a luz do Sol de volta para o céu, acelerando a elevação das temperaturas no norte polar, concluíram pesquisadores da Carnegie Institution.

 

A marcha da vegetação para o norte afetou o clima por causa do "efeito albedo", no qual a substituição da neve branca por uma superfície mais escura absorve mais luz e cria um ciclo de aquecimento que se perpetua.

 

O fim da última Era Glacial, marcado por aquecimento global e pelo dramático encolhimento das geleiras que haviam coberto boa parte do hemisfério norte, já estava em andamento quando a extinção do mamute lanudo começou. 

 

Mas a descoberta mais recente, que deve ser publicada na revista especializada Geophysical Research Letters, sugere que a atividade humana teve um papel na mudança do clima da Terra muito antes do início da era industrial, ainda que o efeito do fim dos mamutes tenha sido minúsculo em comparação com a situação atual.

 

Se os caçadores de mamute ajudaram a acelerar o aquecimento do Ártico, este seria potencialmente o primeiro impacto humano no clima, antecedendo o acusado pelos primeiros fazendeiros, disse Chris Field, diretor do departamento de ecologia Global da Carnegie e coautor do estudo.

 

Com o advento da agricultura há cerca de 7.000 anos, seres humanos provavelmente modificaram o clima por meio da destruição de florestas e do cultivo de novas variedades, disse Field.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.