Caçulas de autistas são mais propensos a desenvolver o transtorno, diz estudo

Risco de desenvolvimento de autismo entre os irmãos caçulas meninos é de 26%, comparado com o de 9% entre as irmãs mais novas de uma criança com este mesmo problema

Efe

15 Agosto 2011 | 14h23

WASHINGTON - Os irmãos mais novos de crianças com autismo têm, em média, quase 19% a mais de chances de desenvolver este transtorno, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista Pediatrics.

 

Segundo o estudo liderado por Sally Ozonoff, do Departamento de Psiquiatria e Ciências da Conduta do Instituto MIND, do Centro Médico Davis da universidade da Califórnia, os riscos são significativamente maiores para as crianças que têm um ou mais irmãos autistas.

 

As pesquisas anteriores calculavam que entre 3% e 10% dos irmãos e irmãs caçulas de uma criança autista poderiam desenvolver o transtorno.

 

Menos de 1% das crianças dos Estados Unidos desenvolvem algum transtorno dentro da categoria de autismo, caracterizada por problemas na interação social, comunicação verbal e não verbal e uma restrição de interesses e comportamentos.

 

A maioria dos casos ocorre em crianças do sexo masculino. Sabe-se que há uma causa genética no desenvolvimento do autismo, e os casos aumentaram notavelmente nas últimas décadas.

 

Segundo o estudo, o risco de desenvolvimento de autismo entre os irmãos caçulas meninos é de 26%, comparado com o de 9% entre as irmãs mais novas de uma criança com este mesmo problema.

 

A equipe do Consórcio de Pesquisa de Irmãos na primeira infância, uma rede internacional que estuda os indícios adiantados do transtorno de atenção, observou 664 irmãos caçulas de crianças autistas de 8 meses até 3 anos de idade. Durante o período de estudo, as crianças foram submetidas a vários exames e avaliações.

 

Os pesquisadores constataram que 103 meninos e 29 meninas respondiam ao diagnóstico de síndrome de transtornos de atenção quando chegavam aos três anos de idade. Aproximadamente 41% das crianças foram diagnosticadas com autismo, e 59,1% receberam um diagnóstico de "transtorno generalizado do desenvolvimento não especificado", uma forma mais atenuada do autismo.

 

Cerca de 32% das crianças que tinham pelo menos dois irmãos mais velhos autistas também foram diagnosticadas com autismo, comparadas com as 13,5% das quais apenas um irmão mais velho tinha o transtorno.

Mais conteúdo sobre:
autismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.