Josue Decavele/Reuters
Josue Decavele/Reuters

Cai número de casos suspeitos de zika, dengue e chikungunya em 2017

Suspeitas de dengue reduziram 90% em relação ao ano passado; casos associados à chikungunya e à zika diminuíram 68% e 45%, respectivamente

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2017 | 12h52
Atualizado 11 Maio 2017 | 11h12

BRASÍLIA - O número de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil caiu de forma expressiva em relação ao ano passado. Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira, 8, indicam que até dia 15 de abril foram contabilizadas 113.381 infecções suspeitas por dengue - 90% a menos do que o registrado no mesmo período de 2016. A queda de registros de chikungunya também foi significativa: 68%. O anúncio aponta redução de 135.030 casos suspeitos para 43.010. Já a zika teve uma queda de 45% de casos em relação ao mesmo período, chegando a 7.911 suspeitas neste ano. 

O diretor do departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, João Paulo Toledo, afirmou ao Estado que a maior atenção neste ano  é para o aumento de casos de chikungunya no Tocantins, Rio Grande do Norte e Roraima. Apesar da elevação, o número ainda não caracteriza epidemia. No Tocantins, por exemplo, a proporção de casos é de 109,5 a cada 100 mil habitantes, um terço do que é considerado nível epidêmico. No Rio Grande do Norte, por sua vez, a proporção é de 189,8 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto, em Roraima, a incidência é de  80,5 a cada 100 mil. Toledo informou que equipes do Ministério da Saúde foram encaminhadas para a região a fim de auxiliar nos trabalhos de prevenção.

Mesmo com a redução de casos, a dengue está presente em todos os Estados do País, embora não seja identificada com nível epidêmico em nenhuma região. A maior concentração de casos está no Centro-Oeste, com 160 casos a cada 100 mil habitantes, com incidência de 281 a cada 100 mil em Goiás. 

No Estado de São Paulo foram identificados 8.237 casos suspeitos de dengue, uma incidência de 18,4 - inferior à marca de 373 identificada no mesmo período do ano passado. Em 2017, foram confirmadas 17 mortes provocadas por dengue no País, enquanto o número chegou a 507 em 2016.

Quanto à zika, as maiores incidências foram registradas no Tocantins, com 49,6 casos a cada 100 mil habitantes e em Roraima, com 23,5 a cada 100 mil. No Estado de São Paulo, foram informadas 344 infecções pelo vírus, o que equivale a uma incidência de 0,8 a cada 100 mil. Ano passado, o número era de 8,9.

Só 1 em 4 tomou vacina contra a gripe no País

Em 18 dias de campanha, somente 27,5% do público-alvo se vacinou contra a gripe no País, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde. Do dia 17 de abril, quando a imunização foi iniciada, até 5 de maio, 13,6 milhões de brasileiros procuraram os postos de saúde para se vacinar. A meta do ministério é proteger 90% do público-alvo, formado por 54,2 milhões de pessoas. A campanha segue até 26 de maio. 

No próximo sábado, os postos estarão abertos para o Dia D de mobilização nacional para vacinação. Devem ser imunizados idosos, crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, portadores de doenças crônicas, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, indígenas, detentos e os funcionários do sistema prisional. 

Os trabalhadores da área da saúde registram a maior cobertura vacinal até agora, com 37,3% de adesão. Entre os Estados, Paraná (53,1%), Rio Grande do Sul (47,2%) e Santa Catarina (43,3%) têm as maiores coberturas. No Estado de São Paulo, 31,1% do público-alvo se vacinou. 

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