Campanha apaga monumentos para alertar sobre câncer ocular infantil

Retinoblastoma pode ser detectado pelo teste do olhinho; mancha branca que aparece no olho quando criança é fotografada com flash é um sinal

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2016 | 09h00

Neste domingo, 18, às 19h30, as luzes do Teatro Municipal, na região central de São Paulo, serão apagadas para alertar sobre o retinoblastoma, tipo de câncer ocular mais comum em crianças. A ação faz parte do Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, celebrado hoje, e também será realizada em pontos turísticos de Brasília e Belo Horizonte.

A doença é considerada rara e atinge cerca de 400 crianças entre 0 e 5 anos por ano no Brasil. Embora possa se agravar, levando à cegueira e à morte, o tumor pode ser curado se o diagnóstico for feito de forma precoce.

"O diagnóstico é muito simples, fundamentalmente feito por um pediatra com a verificação do fundo de olho ainda na maternidade. Depois, pode ser visto quando aparece um mancha branca com o reflexo da luz. Quando a criança é fotografada, se tem o branco, é porque tem algo na frente, que é o tumor. Estamos falando cada vez mais do diagnóstico precoce, porque, quando a mancha aparece, é porque o caso já está mais avançado", explica Sidnei Epelman, oncologista pediátrico e presidente da Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (TUCCA). A mancha branca é chamada de leucocoria.

O retinoblastoma é uma doença genética e hereditária. Ela pode apenas um ou os dois olhos. O tratamento pode ser feito com laserterapia e quimioterapia. "Além de salvar o olho, podemos salvar a vida da criança. Quanto mais precoce é detectado, mais brando é o problema. É uma doença curável quando tratada de forma adequada."

 

 

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