Canal Saúde, da Fiocruz, passa a transmitir em sinal digital via parabólica

Programação é veiculada desde 1994, integrada à grade de outras transmissoras e à internet

Agência Brasil

22 Dezembro 2010 | 15h36

RIO DE JANEIRO - Para tornar mais barata e atrativa a divulgação de informações e campanhas da área de saúde pública, o Canal Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrou na era da transmissão digital, como geradora de conteúdo em canal próprio para ser sintonizado por antenas parabólicas. A programação é veiculada desde 1994, integrada à grade de outras transmissoras e também à internet.

De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é preciso rediscutir no Brasil a veiculação de informações de qualidade sobre saúde pública nas emissoras privadas, que, segundo ele, cobram muito caro pelas inserções. Com a presença maciça de televisores nas residências, Temporão considera o Canal Saúde um importante instrumento de educação.

"É um absurdo o governo pagar tão caro para transmitir informações de educação na saúde, pois nem tudo o que a gente vê vale a pena e está correto. É um grande desafio. Diariamente nos defrontamos com desinformação por meio da grande mídia e da publicidade”, afirmou o ministro, na solenidade de lançamento do canal público na sede da Fiocruz, zona norte do Rio de Janeiro.

Durante o lançamento da transmissão digital, Temporão falou sobre a pressão da mídia brasileira contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que, para o governo, era fundamental para financiar a saúde no País. “A mídia conseguiu um fenômeno, construindo a consciência política, e a saúde pública perdeu”, avaliou.

Com o anúncio de Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde no governo de Dilma Rousseff, Temporão informou que pretende voltar a dar aulas na Fiocruz. Ele destacou que os dois grandes temas na área da saúde para seu sucessor são o aperfeiçoamento dos modelos de gestão nos hospitais e o financiamento da saúde pública.

“Como enfrentar o subfinanciamento crônico é uma questão que a sociedade terá de se deparar inevitavelmente. A atual base de financiamento não permite melhorar a qualidade e expandir os serviços como a população exige”, disse o ministro.

Durante a visita à Fiocruz, foram assinadas três portarias. Uma delas encarrega o presidente da fundação, Paulo Gadelha, de coordenar os estudos para a criação de um centro de neurociências. De acordo com Temporão, a incidência de doenças mentais, como a depressão, é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos principais desafios para os próximos anos.

As outras portarias transformam o Instituto de Pesquisa Evandro Chagas no Instituto Nacional de Infectologia; e o Instituto Fernandes Figueira passa a ser o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.