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Fabio Motta/AE

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Câncer matará mais de 13,2 milhões de pessoas por ano até 2030, diz a ONU

Número é quase o dobro dos mortos pela doença em 2008, segundo pesquisa

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Reuters

01 Junho 2010 | 15h12

LONDRES - O câncer matará mais de 13,2 milhões de pessoas por ano até 2030, quase o dobro do número de mortos pela doença em 2008, informou a agência de pesquisa sobre o câncer das Nações Unidas nesta terça-feira, 1º.

 

A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc, na sigla em inglês) também disse que quase 21,4 milhões de novos casos da doença serão diagnosticados anualmente em 2030.

 

O lançamento de um novo banco de dados sobre incidência global de câncer em 2008, último ano sobre o qual existem números disponíveis, a Iarc disse que a incidência de câncer foi mudando de nações mais ricas para as mais pobres.

 

"O câncer não é raro em nenhum lugar do mundo, nem confinado a países com muitos recursos", disse a agência em comunicado. No total, 7,6 milhões de pessoas morreram de câncer em 2008 e havia uma estimativa de 12,7 milhões de novos casos diagnosticados.

 

Cerca de 56% dos novos casos de câncer no mundo em 2008 ocorreram nos países em desenvolvimento, regiões responsáveis por 63% de todas as mortes por câncer, informam os dados.

 

O diretor da Iarc, Christopher Wild, disse que esses dados representam a mais precisa avaliação disponível sobre a incidência global de câncer e que ajudariam os responsáveis pela política internacional de saúde a desenvolver suas ações.

 

Os cânceres mais comuns diagnosticados em todo o mundo em 2008 foram de pulmão, com 1,6 milhão de casos; de mama, com 1,38 milhão; e colorretal, com 1,23 milhão. As causas mais comuns de morte por câncer foram de pulmão (1,38 milhão), estômago (740 mil) e fígado (690 mil).

 

A projeção para a taxa de mortalidade anual de 13,2 milhões e de diagnóstico anual de 21,4 milhões foi baseada em suposições de que as taxas básicas de câncer continuariam as mesmas ao longo das próximas duas décadas, disse a Iarc.

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