Casal é internado em Minas Gerais com suspeita de gripe suína

Eles haviam passado a lua de mel em Cancún; secretário de Agricultura diz que surto não preocupa o Estado

Solange Spigliatti e Raquel Massote, Central de Notícias e Agência Estado

27 Abril 2009 | 13h33

Um casal que voltava da lua de mel em Cancún, no México, foi internado na manhã desta segunda-feira, 27, no Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, com suspeita de gripe suína, segundo informações da Secretaria de Saúde de Minas Gerais. O casal, que mora em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, desembarcou por volta das 4 horas da madrugada no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e relatou à equipe de Vigilância Sanitária do aeroporto uma série de sintomas.

 

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Em nota, o Hospital das Clínicas da UFMG informou que eles foram encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde e transportados pela equipe do Samu, em esquema especial de segurança, chegando ao hospital por volta do meio-dia. Eles estão internados em leitos especiais e isolados.

 

De acordo com as informações, a equipe da Fundação Ezequiel Dias (Funed) irá atuar nos próximos dias, juntamente com o hospital, na realização de exames para investigação dos casos. Os pacientes irão permanecer em observação no HC, considerado referência neste tipo de atendimento e o único hospital do Estado que possui leitos com isolamento respiratório. Ainda não há previsão de quando os resultados dos exames serão divulgados.

 

Nesta segunda, o secretário de Estado da Agricultura de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues disse há que o surto de gripe suína, que se originou no México, e com casos identificados nos Estados Unidos, Canadá e Espanha "não representa um fator de preocupação à vista" para o Estado.

 

O secretário informou, no entanto, que o setor de vigilância sanitária está atento. "Assim como ocorreu com a gripe aviária, estamos atentos e vigilantes e o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) mantém uma rotina de fiscalização, mas ainda não há nada no Brasil", disse ele.

 

De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto, ainda não foi determinada nenhuma instrução específica pelo Ministério da Agricultura para o monitoramento da doença. Por enquanto, a rotina de fiscalização em portos e aeroportos tem ficado a cargo do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

De acordo com o secretário, que também é presidente da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), o surto da gripe suína é "mais um alerta da vida real", em relação aos países desenvolvidos que cobram uma qualidade sanitária maior dos países em desenvolvimento. Citando casos não apenas relacionados à gripe aviária, como também de casos da vaca louca na Europa, Gilman ressaltou que "ninguém pode nunca assegurar que está imune a tudo".

 

Atualizado às 16h37 para acréscimo de informações.

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