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Saúde

Microcefalia

Casos de microcefalia chegam a 4.180 em 24 unidades federativas

Foram contabilizados 68 óbitos e má-formação chegou a 830 municípios; Pernambuco tem o maior número de ocorrências: 1.125

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Paula Felix,
O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2016 | 13h46

SÃO PAULO - O número de casos de microcefalia registrados no Brasil chegou a 4.180, segundo o novo boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira, 27. Ao todo, foram registrados 68 óbitos após o nascimento ou durante a gestação. O ministério informou que casos já foram registrados em 24 unidades federativas e atingiram 830 municípios no País entre 22 de outubro de 2015 e 23 de janeiro deste ano.

Atualmente, 3.448 casos suspeitos estão sendo investigados e 462 registros foram descartados. O Ministério da Saúde informou que há confirmação de microcefalia em 270 casos, dos quais seis têm relação com o zika vírus.

A região Nordeste continua concentrando o maior número de casos notificados. O Estado de Pernambuco permanece encabeçando a lista com 1.125 casos em investigação. Paraíba, Bahia e Ceará estão na sequência com 497, 471 e 218 casos, respectivamente. Os Estados do Acre, Amapá e Amazonas ainda não tiveram casos notificados de microcefalia.

Sobre as mortes que foram contabilizadas, 12 têm relação confirmada com infecção congênita e dez delas ocorreram no Rio Grande do Norte. Outros 51 óbitos estão sendo investigados e cinco foram descartados.

O Ministério da Saúde disse ainda que a circulação autóctone do vírus está presente em 22 unidades federativas, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas e Rondônia.

Em São Paulo, o número de registros permanece em 18. A notificação de casos com a má-formação no Estado tem causado polêmica desde dezembro do ano passado, quando havia registros em investigação municípios do Estado, mas São Paulo ainda não aparecia em boletins do ministério. Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que 109 bebês nasceram com a má-formação. A pasta informou que apenas 18 foram reportados ao Registro de Eventos em Saúde Pública (Resp), criado após o surto, por terem indícios de ligação com o vírus. Os demais foram informados ao Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc).

 

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