Casos de microcefalia confirmados no País chegam a 1.434

Novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça aponta que 3.257 registros permanecem sob investigação

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2016 | 18h57

SÃO PAULO - O número de bebês com diagnósticos de microcefalia confirmados no País chegou a 1.434. O dado foi divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Ministério da Saúde e faz referência a informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde até o dia 21 de maio.

Desde o início das investigações, em outubro de 2015, 7.623 casos da má-formação foram relatados como suspeitos, dos quais 3.257 permanecem sob análise e outros 2.932 foram descartados após os bebês apresentarem exames nornais.

O ministério informou que os 1.434 casos de microcefalia ocorreram em 517 municípios, de 25 Estados e do Distrito Federal; o Acre permanece como única unidade sem diagnóstico. Dentre os casos confirmados, 208 tiveram confirmação laboratorial para o vírus zika.

"O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.", declarou a pasta.

No período da investigação, já foram registrados 285 óbitos relacionados à má-formação após ou durante a gestação. "O Ministério ressalta que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos Estados, e a possível relação com o vírus zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose", dentre outros agentes infecciosos, informou.

Pernambuco é o Estado com o maior número de casos confirmados: 359. A Região Nordeste concentra 1.273 diagnósticos positivos para microcefalia, no total de 1.434. Em São Paulo, até o último registro, foram oito confirmações.

Zika. O Ministério criou uma rede nacional para coordenar pesquisas e estratégias de prevenção para o vírus zika. A rede, batizada de Renezika, será formada por representantes das secretarias municipais e estaduais de saúde, pelo ministério, por representantes da sociedade civil e pesquisadores. Um dos eixos do trabalho prevê o investimento de R$ 258 milhões em pesquisas e desenvolvimento de vacinas, soros e testes de diagnóstico. Os recursos serão desembolsados nos próximos quatro anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.