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CDC diz que vacina contra o zika pode ficar pronta em 2017

Governo americano já foi consultado por companhias farmacêuticas interessadas em produzir a imunização contra a doença

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Cláudia Trevisan,
O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2016 | 23h28

WASHINGTON - A vacina de combate ao vírus zika poderá estar disponível no fim de 2017, afirmou nesta quarta-feira, 10, o responsável por doenças infecciosas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA, Anthony Fauci. Em depoimento no Congresso americano, ele disse que será possível acelerar o processo de aprovação da vacina, caso a doença continue a se propagar no início do próximo ano.

Segundo Fauci, o governo americano já foi consultado por várias companhias farmacêuticas interessadas em produzir a imunização contra o zika, o que afastaria o risco de problemas em sua comercialização. A aprovação até o fim de 2017 seria “rápida como um foguete”, mas se justificaria em um cenário de persistência do vírus, afirmou.

A fase inicial de teste da vacina - que comprova sua segurança - deve terminar ainda neste ano. Depois disso, haverá duas outras fases para demonstrar a eficácia da imunização, que devem durar entre seis a oito meses. Fauci observou que o procedimento burocrático de aprovação da vacina pode ser encurtado e concluído no fim de 2017. 

O cenário poderá mudar se houver redução significativa de casos no início do próximo ano. Se isso ocorrer, o processo deverá ser o regular, que costuma demorar de três a oito anos. Fauci ressaltou que a aprovação acelerada será facilitada pelo fato de já haver pesquisas de boas “candidatas” para a vacina. O CDC trabalha com várias possibilidades, entre as quais a vacina contra a dengue desenvolvida com o Instituto Butantã no Brasil.

Thomas Frieden, diretor do CDC, disse aos parlamentares americanos que o governo brasileiro está tomando as medidas necessárias para tentar conter o mosquito transmissor do vírus. Perguntado sobre viagens ao Brasil durante os Jogos Olímpicos no Rio, ele disse que o governo americano já deu orientações ao público - por enquanto, o CDC sugere que mulheres grávidas evitem áreas afetadas pelo zika.

Frieden observou que 40 milhões de pessoas viajam a cada ano entre os EUA e áreas afetadas pelo vírus, comparado a 20 mil que iam ou vinham de locais afetados pelo ebola. O diretor do CDC descartou a necessidade de checagem de viajantes em aeroportos e disse que a situação das duas doenças é muito diferente - ebola era transmitido entre pessoas enquanto o zika é carregado por um mosquito. “O nosso objetivo é proteger as mulheres grávidas.”

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