Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Chega a 5 o número de casos autóctones de febre amarela na cidade de SP; 3 morreram

Em todo o Estado, subiu para 202 o número de pessoas contaminadas localmente com a doença desde o ano passado, com 76 mortes

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 19h20

Chega a cinco o número de casos de febre amarela contraídos na cidade de São Paulo, com três mortes, de acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira, 16, pela Secretaria de Estado da Saúde. Na semana passada a informação era de apenas um caso.

Segundo a pasta, todos os registros de casos autóctones são de moradores ou frequentadores de área lindeira à Serra da Cantareira, na zona Norte. Dos três casos que evoluíram para morte, um é de uma mulher, de 55 anos, moradora da região do Mandaqui que frequentava o Tremembé.

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A secretaria informa que as duas regiões contam com vacinação desde 21 de outubro, logo após a descoberta de um macaco morto no Horto Florestal, e que a paciente não se vacinou. As outras duas vítimas são homens, de 24 e 34 anos, também moradores do Mandaqui e que visitavam com frequência o outro. Tampouco eles se vacinaram.

Em todo o Estado de São Paulo, subiu para 202 o número de pessoas contaminadas localmente com a doença desde o ano passado, com 76 mortes. No último balanço, a secretaria tinha registrado 186 casos e 65 mortes.

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Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a maior parte dos pacientes se infectou no município de Mairiporã, que concentra 53,9% dos casos. Em segundo lugar, está Atibaia, com 16,8%.

Nesta sexta, a Secretaria Municipal da Saúde de São Vicente, no litoral paulista, confirmou o primeiro caso de febre amarela registrado no município, mas informou que ele não é autóctone. A paciente, uma mulher de 53 anos, contraiu o vírus em Nova Lima (MG) e ficou internada em Santos, também no litoral, entre os dias 14 e 26 de janeiro. O caso de um homem de 74 anos foi descartado e há outros quatro casos em investigação.

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Dia D. Neste sábado, 17, será realizada a segunda edição do dia D de vacinação contra o vírus em 54 municípios que participam da campanha de imunização. A meta é imunizar 9,2 milhões de paulistas. ASegundo dados dos municípios, 3,073 milhões de pessoas já foram vacinadas desde 25 de janeiro. De acordo com a secretaria, foram aplicadas 2.950.915 doses fracionadas (96% do total) e 122.423 pessoas receberam a dose padrão.

Na capital, mais de 200 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) vão oferecer as doses nos 23 distritos das zonas leste e sul que integram a segunda etapa da campanha. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, também haverá oferta da vacina para moradores da zona norte e do distrito de Raposo Tavares, na zona oeste, que ainda não foram imunizados.

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A pasta informou que as unidades vão funcionar no dia D das 8h às 17h – exceto a UBS Jardim Edite, no Itaim Bibi, cujo horário de funcionamento será das 8h às 14h. " O atendimento será feito mediante apresentação de senha, cuja distribuição é feita em casa aos munícipes cadastrados no Programa Saúde da Família. Nos demais casos, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para a retirada da senha", informou a secretaria, em nota.

Entre os dias 25 de janeiro e 15 de fevereiro, foram aplicadas 1.469.425 doses da vacina na capital, das quais 45,9 mil foram da dose padrão e 1,42 milhão, da fracionada. A meta é vacinar 3,9 milhões de pessoas nos distritos participantes da ação. Até o momento, apenas 35% dos moradores foram imunizados.

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Por causa da baixa adesão, o Ministério da Saúde recomendou que os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo prorroguem a campanha. O governo do Rio afirmou que deve ampliar a ação até que a cobertura vacinal seja atingida. O de São Paulo informou que deve definir a estratégia após a avaliação dos resultados do dia D.

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