Cientistas dizem ter achado 'assinatura' de vírus comuns

Novo exame poderia distinguir uma infecção por vírus de uma por bactéria, orientando o tratamento

Reuters,

06 Agosto 2009 | 18h16

Vírus comuns que causam gripe e resfriado deixam uma assinatura própria no sangue, e cientistas dos Estados Unidos afirmam ter descoberto como encontrá-la.

 

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Os pesquisadores esperam criar exames que informem rapidamente ao médico se um paciente tem resfriado, gripe ou um outro tipo de infecção, ajudando a determinar qual o melhor tratamento.

 

"Este trabalho ainda está numa fase inicial, mas estamos otimistas de que essas descobertas poderão levar a uma nova forma de diagnosticar doenças infecciosas", disse Geoffrey Ginsburg, da Universidade Duke, que chefiou a pesquisa.

 

A maioria das infecções respiratórias parecem iguais - tosse, espirros, febre, dor de cabeça r fadiga. Não existe um exame rápido e confiável, e os Centros para Prevenção e Controle de Doenças (CDC) do governo dos Estados Unidos divulgaram um estudo afirmando que os exames rápidos para gripe falham em detectar metade das infecções.

 

Especialistas dizem que, metade das vezes, um paciente de infecção respiratória nem chega a saber o que teve.

 

Também é difícil prever quem terá complicações da doença.

 

"Até que os resultados cheguem, o tratamento é, na melhor das hipóteses, um bom chute. Sabendo exatamente qual o agente patogênico envolvido é importante porque isso afeta a urgência da resposta e o tipo de tratamento", disse Ginsburg.

 

Escrevendo no periódico Cell Host & Microbe, Ginsburg e colegas afirmam ter encontrado 57 voluntários que concordaram em receber inoculações ou do vírus do resfriado, o rinovírus, com o vírus sincitial respiratório ou com uma cepa da gripe sazonal.

Os cientistas fizeram exames de sangue em cada voluntário, esperaram para ver quem ficava doente e continuaram a fazer exames.

 

Cerca de metade dos pacientes em cada grupo ficou doente.

Eles encontraram um padrão de 30 genes que se tornaram ativos apenas nos pacientes que desenvolveram sintomas.

Também buscaram estudos sobre pessoas com infecções por bactéria, como o Streptococcus pneumoniae, e compararam os genes ativos nesses pacientes com os genes ativos nos pacientes virais.

 

Os pesquisadores afirmam que seu exame é capaz de dizer a diferença.

 

A maior importância da descoberta, dizem, é ajudar médicos a distinguir quem tem uma pneumonia viral de uma pneumonia bacteriana. É inútil tratar pneumonia viral com antibióticos.

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