Cientistas do LHC propõem novo supercolisor de partículas

O novo laboratório seria um colisor linear, e não em anel, como o LHC e o Tevatron americano

Associated Press

26 Julho 2010 | 14h36

Pesquisadores por trás do maior acelerador de partículas do mundo defenderam nesta segunda-feira, 26, a construção de uma ma´quina ainda maior, com verbas de parcerias de diversas partes do mundo.

 

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Em vez de fazer as partículas girarem em enormes anéis, como fazem as principais máquinas atuais, os cientistas querem uma nova geração de aceleradores lineares, que disparam as partículas em linha reta. 

 

Dependendo de quem quiser abrigá-lo - e de quanto se está disposto a pagar - o colisor poderia ser construído em qualquer parte do mundo. Japão, Rússia, EUA e Suíça são possíveis candidatos, mas cientistas da China, Índia, Canadá e de outros países também devem tomar parte no projeto, declarou Barry Barish,  diretor de um dos novos projetos propostos de colisor.

 

Cientistas reunidos em Paris mostraram-se encorajados pelos resultados do Grande Colisor de Hádrons (LHC), de US$ 10 bilhões, um laboratório de física de partículas construído nos arredores de Genebra. Um colisor menor, o Tevatron, é administrado pelo Fermilab, na região de Chicago. Ambos são máquinas altamente complexas e que precisaram de anos para ficarem prontas.

 

Rolf Heuer, chefe do Cern, organização europeia responsável pelo LHC, declarou-se "bem feliz" com o que foi descoberto até agora no LHC. A máquina está "abrindo uma nova era de pesquisas", declarou.

 

Mas ele disse que um novo colisor linear será necessário. É a "interação e combinação de resultados" entre os dois diferentes tipos de esmagadores de partículas que permite o avanço da física de partículas, declarou.

 

Mais de 1.000 físicos reuniram-se em Paris  para ouvir os mais recentes resultados do LHC e discutir os preparativos de seu sucessor, na Conferência de Física de Alta Energia, que dura até 28 de julho.

Planos para o próximo passo incluem um túnel de 50 quilômetros e US$ 12,85 bilhões, o Colisor Linear Internacional (ILC), e o Colisor Linear Compacto, ou Clic, que ainda não tem preço. "Ambos são agora verdadeiras cooperações, colaborações internacionais", disse Heuer.

 

Ele disse que os planos para o ILC originaram-se num laboratório de Hamburgo e são tecnologicamente mais avançados, mas que o Clic, que nasceu no Cern, tem como meta energias mais elevadas.

 

A escolha entre os modelos dependerá dos resultados do LHC.

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