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Cientistas propõem abordagem 'Twitter' para contato com ETs

Farol contínuo seria muito caro para uma civilização avançada manter, especulam cientistas

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estadao.com.br

21 Julho 2010 | 14h18

A busca por inteligência extraterrestre (SETI) baseada em radiotelescópios depende, para obter sucesso, de haver pelo menos uma raça alienígena transmitindo um sinal contínuo de alta potência para o espaço - o equivalente de um farol cósmico - que pudesse ser detectado na Terra. A manutenção de um farol do tipo consumiria muita energia, no entanto, e vários cientistas questionam se uma civilização qualquer estaria disposta a arcar com esse tipo de custo.

 

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Agora, em dois artigos publicados na revista Astrobiology, os irmãos gêmeos Gregory e James Benford - astrofísico e físico - analisam os custos do ponto de vista da espécie emissora e concluem que o meio mais eficiente de sinalizar a própria presença não seria a emissão de um farol contínuo, mas de pulsos intermitentes. "Essa abordagem é mais como o Twitter e menos como Guerra e Paz", resume James, em nota.

 

"Qualquer que seja a forma de vida, a evolução favorece economia de recursos", acrescenta Gregory. "Transmitir é caro, e transmitir sinais por anos-luz iria requerer recursos consideráveis".

 

Supondo que a civilização alienígena busque otimizar os gastos, limitar desperdício e aumentar a eficiência da tecnologia, os Benfords propõem que, em vez de um sinal contínuo transmitido em todas as direções, os ETs usariam um sinal pulsado, direcionado e de banda larga na faixa de 1 a 10 Ghz.

 

Se os Benfords estiverem certos, o programa SETI atual, com seu foco na busca por sinais de banda estreita, pode estar procurando no lugar errado.

 

Os irmãos também propõem que as antenas sejam apontadas na direção do núcleo da galáxia, onde aglomeram-se 90% das estrelas da Via Láctea.

"As estrelas ali são um bilhão de anos mais velhas que o Sol, o que sugere uma maior possibilidade de contato com uma civilização avançada", disse Gregory.

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