TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Com atraso, tenda da dengue é aberta na capital paulista

Primeiro equipamento foi instalado na Brasilândia; no interior, algumas cidades já registram queda nos casos

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

06 Abril 2015 | 20h17

SÃO PAULO - A primeira tenda para pacientes com dengue foi inaugurada na tarde desta segunda-feira, 6, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Vista Alegre, na Brasilândia, zona norte da capital. Só que o primeiro atendimento só foi feito por volta das 13h45, mais de três horas depois do horário previsto para a inauguração.

O atraso foi causado pelos ajustes finais na montagem da central e por um acidente na região, que atrapalhou o trânsito, segundo o secretário adjunto municipal de Saúde, Paulo Puccini. O objetivo da tenda é dar apoio às unidades de saúde da zona norte, a mais atingida pelos casos de dengue. Ela tem capacidade para atender entre 150 e 200 pessoas por dia. 

No dia 2, a Prefeitura anunciou que instalaria as máquinas em quatro unidades de saúde da região. O exame de contagem de plaquetas demora cinco minutos para ficar pronto. Os pacientes serão encaminhados pelas AMAs e UBSs.

No balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, do período de 4 de janeiro a 14 de março, foi informado que 4.436 casos autóctones foram confirmados. De acordo com Puccini, a tenda foi inaugurada antes do pico de dengue previsto para a capital. “O pico deve ser na 16.ª e na 17.ª semana do ano. Então, montamos entre a 13.ª e a 14.ª para receber os pacientes e ela deve funcionar em torno de seis semanas.”

Ainda segundo Puccini, serão inauguradas outras oito tendas na capital nas zonas norte (Freguesia do Ó e Jaraguá), oeste (Rio Pequeno e Lapa), sul (Cidade Ademar e M’Boi Mirim) e leste (Itaquera e Carrão) nas próximas semanas.

A primeira a ser atendida foi a autônoma Maria Eugênia Rondo Rojas, de 44 anos, que está com sintomas de dengue desde a segunda-feira da semana passada. “Ela estava com febre alta, saíram manchas vermelhas no corpo e ela não consegue comer nada”, conta a cunhada dela, a também autônoma Linda Riveiro, de 26 anos. Os atendimentos eram rápidos e havia fila só no preenchimento de registros.

Interior. Nas primeiras cidades do interior de São Paulo em que a doença se tornou epidêmica, os casos de dengue estão diminuindo, segundo informam os serviços de saúde municipais. Em Guararapes, noroeste do Estado, o total de casos em março foi de 185, redução de 80% em relação a fevereiro, quando houve 895. 

Em Catanduva, norte do Estado, onde a epidemia pode ter feito o maior número de mortes - 18 confirmadas e 20 em investigação -, o número de casos já não sobe na mesma velocidade. São 10.940 confirmados e 395 aguardando resultados. A procura por atendimento nas unidades de saúde caiu 40%. O número de casos também é decrescente em Marília e Penápolis. / COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

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