Comitês Olímpicos Europeus não temem zika no Brasil, diz entidade

Organização que reúne os comitês nacionais do continente entende que propagação do vírus na América Latina não ameaça os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Andrei Netto, O Estado de S. Paulo

08 Fevereiro 2016 | 14h38

PARIS - Os Comitês Olímpicos Europeus, órgão com sede em Roma, informaram nessa segunda-feira, 8, que, no estágio atual do surto de zika no Brasil, não têm razões para orientar os atletas para que não compareçam aos Jogos Olímpicos de 2016, que acontecem em agosto no Rio de Janeiro.

A organização coordena os comitês olímpicos nacionais da Europa. Consultada pelo Estado, a porta-voz da instituição, Sabrina Rettondini, afirmou que até aqui não há razões para temer pela saúde dos atletas que obtiveram índices e estão classificados para participar dos jogos no Rio. “Não temos nenhuma instrução a respeito de zika. Vamos esperar e observar”, disse Rettondini. “Na nossa visão não há nada urgente no que diz respeito a risco aos Jogos Olímpicos.”

A postura dos comitês europeus contrasta com a do Comitê Olímpico Americano (Usoc), que lançou um alerta às federações esportivas do país sobre os riscos causados pelo vírus zika, cujo maior vetor de transmissão é o mosquito Aedes aegypti. “Ninguém deve ir ao Brasil se tiver receios por sua saúde”, afirmou o presidente da Federação Americana de Esgrima, Donald Anthony, durante reunião dos dirigentes da Usoc, segundo a agência Reuters.

Na semana passada, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, afirmou que não teme que o vírus zika possa trazer complicações aos Jogos Olímpicos do Rio. 

O Brasil é o país mais afetado pela propagação do vírus, com a estimativa de que haja 1,5 milhão de infectados. O ritmo do contágio na América Latina e a propagação nas Américas e na Europa levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a definir a ameaça como uma “emergência mundial de saúde pública”. Uma das principais razões de preocupação da entidade é que mulheres grávidas sejam contaminadas, pela suspeita de relação do vírus com má-formação e microcefalia em bebês.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.