Luis Robayo/AFP
Luis Robayo/AFP

Companhias aéreas fazem alertas sobre zika a passageiros em voos

Avisos incluem cuidados na prevenção; turistas no Rio dizem se proteger contra mosquito, mas não estão preocupadas

Mônica Reolom e Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2016 | 03h00

Após anunciar facilidade na troca de passagens para grávidas com destino a países com epidemia de zika, companhias aéreas passaram agora a alertar os passageiros sobre os cuidados necessários em relação ao vírus.

A Gol informou que, desde esta terça-feira, avisos sonoros estão sendo feitos dentro de todos os voos da empresa. “Autoridades de saúde estão em constante ação de combate ao mosquito que transmite zika, dengue e chikungunya. Como medida de prevenção, recomenda-se o uso de repelentes e, se possível, a utilização de roupas leves que protejam a maior parte do corpo”, diz o comunicado. A companhia ainda indica que os clientes procurem um médico caso apareçam sintomas como febre, manchas vermelhas na pele e dores musculares dentro de 15 dias.

A Air France também passou a emitir avisos sonoros “para as regiões afetadas” para informar os passageiros sobre as medidas de precaução. “A tripulação também foi informada sobre as mesmas medidas cautelares”, disse a empresa em nota. Já a TAM afirmou que está divulgando informações em seu site e orientando funcionários sobre como evitar a contaminação, combater o mosquito e ficar atento aos sintomas.

Azul, Avianca, KLM e American Airlines disseram que, por enquanto, não vão tomar essa atitude. Na semana passada, aéreas divulgaram que gestantes teriam facilidade na troca de passagem aérea para países afetados pelo zika ou até reembolso integral da tarifa.

Avisos também serão feitos a quem chega ao País pelo mar. O Píer Mauá, na zona portuária do Rio, informou que começará amanhã campanha de alerta sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti aos passageiros dos navios que atracam. O uso de repelentes será incentivado e panfletos com informações sobre prevenção serão distribuídos no desembarque.

O píer também começará campanha de conscientização em sua página no Facebook, com textos e imagens com dicas de prevenção. E informou que fiscaliza regularmente possíveis focos do mosquito.

Turismo. O alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou a microcefalia como emergência internacional na segunda-feira, ainda não afetou o turismo no Rio. As irmãs inglesas Nikki, Malanie e Natasha Kirycuk, de 21, 23 e 24 anos, que visitavam o Pão de Açúcar, zona sul, disseram que, por não estar grávidas, não temem o vírus. “Soubemos que os sintomas não são tão graves, parecem com os de uma gripe comum. Mas levamos muitas picadas”, disse Nikki.

A coreana Sara Kang, de 25 anos, afirmou que não se preocupou com o alerta, mas a reação da família foi diferente. “Como estou sozinha, os parentes já me mandaram várias mensagens perguntando se eu estou me prevenindo com repelentes.” O produto ainda ganhou presença cativa na bolsa da escocesa Karen McGeough, de 51 anos. “Trouxe da Escócia quando soube da epidemia. Mas, como comprei as passagens em novembro, não ia deixar de viajar por causa disso.”

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