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Contra 'Aedes', comitê recomenda que atletas fechem janelas

- Atualizado: 03 Fevereiro 2016 | 07h 41

‘Apartamentos têm ar-condicionado’, afirma diretor; alerta inclui uso de roupas longas e de repelente durante Jogos Olímpicos

Apesar de a pauta do Comitê Rio-2016 abordar diversos assuntos relativos à Olimpíada, foi o surto do zika e da microcefalia que dominou as discussões

Apesar de a pauta do Comitê Rio-2016 abordar diversos assuntos relativos à Olimpíada, foi o surto do zika e da microcefalia que dominou as discussões

RIO - Em meio ao surto de zika, que assusta turistas e atletas que se preparam para vir à Olimpíada do Rio, os organizadores dos Jogos estão orientando os comitês olímpicos de todo o mundo sobre métodos de prevenção às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. As recomendações vão do uso de roupas longas e repelentes à orientação de manter janelas fechadas no Rio.

As medidas foram reveladas nesta terça-feira, 2, pelo Comitê Rio-2016. Apesar de a pauta abordar diversos temas relativos aos Jogos, as discussões ficaram em torno da zika e da microcefalia. A entrevista foi uma das mais concorridas já feitas pelo comitê. Contou com 149 jornalistas, dos quais 38 estrangeiros.

“Algumas medidas preventivas vêm sendo recomendadas aos comitês nacionais pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Sobre manter as janelas fechadas na Vila Olímpica, é importante dizer que os apartamentos terão ar-condicionado, então é importante manter as janelas fechadas. Isso pode ser uma medidas”, disse o diretor de Serviços Médicos do Comitê Rio-2016, João Grangeiro.

Segundo Grangeiro, o Rio-2016 e os órgãos públicos estão agindo para combater os focos de Aedes. “O mais importante são as ações preventivas que o comitê já vem tomando com as autoridades públicas de saúde na inspeção de prováveis criadouros de mosquito e a erradicação deles”, afirmou ele.

O diretor ressaltou que, historicamente, na época em que acontecem os Jogos, a presença do Aedes costuma ser bem inferior à registrada nos meses de verão. “Nossa expectativa é que em julho e agosto a infestação de mosquitos caia drasticamente e, com isso, o número de zika também vai acompanhar.”

A região onde estão o Parque Olímpico e a Vila dos Atletas, na zona oeste, é alagadiça, propícia à proliferação de mosquitos. Mas as autoridades de saúde do Rio asseguram que o mosquito Aedes não existe em grande número na área e charcos das lagoas de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca, vizinhas das instalações olímpicas.

“É uma área que tem a predominância de outro tipo de mosquito, que não o Aedes - é o Culex (pernilongo comum)”, disse Daniel Soranz, secretário de Saúde da prefeitura do Rio. De acordo com o subsecretário de Vigilância e Saúde do governo estadual, Alexandre Chieppe, “diferentemente de outras áreas, de outros países, nós não temos transmissão de doenças pelo Culex no Brasil. O máximo que pode gerar é um desconforto nas pessoas, mas não a transmissão de doenças”.

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