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SÃO PAULO

Corujão da Saúde: 157 mil pessoas saem da fila sem fazer exame

São pacientes que não foram localizados, não precisavam do exame ou que não compareceram no dia agendado

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Adriana Ferraz e Fabiana Cambricoli ,
O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2017 | 03h00

SÃO PAULO - Pelo menos 157 mil pacientes saíram da lista de espera de exames sem conseguir realizar o procedimento por meio do programa Corujão da Saúde, iniciativa da gestão João Doria (PSDB) para zerar a fila em três meses. São pessoas que não foram localizadas pela Prefeitura, não precisavam mais do exame ou ainda que não compareceram no dia agendado e, por isso, foram excluídas da lista, segundo informou o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, em entrevista à Rádio Estadão

O número representa cerca de um terço dos 485 mil nomes que integravam a fila de espera no início da gestão. De acordo com o secretário, as pessoas que saíram da fila ainda terão a chance de fazer o exame.

“Por exemplo: se uma pessoa foi contatada em casa, mas não foi encontrada, ela saiu da fila. Mas se voltar e disser que tinha viajado e quer fazer o exame, ela faz”, disse ele. O mesmo valerá para pessoas que tiveram o exame agendado, mas não compareceram. Nesses casos, no entanto, o paciente terá de voltar à Unidade Básica de Saúde (UBS) e conseguir um novo pedido médico para entrar no fluxo comum de marcação de exames, fora do Corujão.

De acordo com Pollara, 77 mil pacientes estão no grupo dos contatados por telefone que não foram localizados ou disseram que não precisavam mais do exame. Outros 80 mil foram encontrados, tiveram o procedimento médico agendado e não compareceram. O secretário afirma que todos os pacientes são contatados três vezes, em três dias diferentes, antes de serem tirados da fila. 

Em um mês de Corujão, 270 mil exames foram agendados, dos quais 141 mil já foram realizados.

Farmácias. O secretário também deu mais detalhes sobre como deverá funcionar o programa de distribuição de remédios em redes de drogarias privadas. Segundo Pollara, o paciente terá de escolher uma ou algumas unidades privadas para realizar o cadastro e, assim, poder retirar o remédio.

Esse cadastro será feito na Unidade Básica de Saúde de referência da região onde o paciente mora e valerá também para pessoas que quiserem retirar medicamentos com receitas de médicos da rede privada.

O programa ainda não tem data para ser iniciado, mas a expectativa do secretário é que comece ainda no primeiro semestre. Segundo Pollara, os farmacêuticos das UBSs não serão demitidos, mas integrados às equipes de saúde da família.

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