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Piyal Adhikary/Efe

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Criança tem paralisia após tomar vacina contra pólio em MG

Bebê de um ano e quatro meses apresentou sintomas de Paralisia Flácida Aguda depois de ser vacinado contra a poliomielite na cidade de Pouso Alegre

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José Maria Tomazela

01 Setembro 2011 | 18h48

SOROCABA - Uma criança de um ano e quatro meses apresentou sintomas de Paralisia Flácida Aguda depois de ter tomado a vacina contra poliemielite, em Pouso Alegre, no sul do Estado de Minas Gerais. Apesar de ter sido diagnosticado em março deste ano, o caso só chegou ao conhecimento do Ministério da Saúde no dia 26 de agosto.

A doença foi diagnosticada por um neuropediatra da cidade, que notificou a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a Secretaria, no dia 24 de maio, o caso foi notificado à Gerência Regional de Saúde (GRS), braço da Secretaria Estadual de Saúde (SES) no município. A Secretaria da Saúde de Minas Gerais trata o caso como suspeito e aguarda o resultado de exames complementares.

Conforme o relato da mãe da criança, Sidnéia Branco Teixeira, o menino começou a apresentar os sintomas alguns dias depois de tomar a vacina, em novembro do ano passado. No início, a criança ficou com febre que perdurou uma semana. Passados 15 dias, as pernas apresentaram sinais de paralisia, mas a mãe achou que podia ser efeito normal da vacina.

Como o sintoma persistiu, ela procurou um pediatra. A mãe contou que a caderneta de vacinação da criança está em dia, com todas as doses de vacina recomendadas. O neuropediatra Walter Luiz Magalhães diagnosticou os sintomas da paralisia em março. O tipo de paralisia apresentado, segundo ele, pode ser decorrente do vírus atenuado da poliomielite, presente na vacina.

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Pouso Alegre informou que a criança está sendo atendida pela rede municipal desde o mês de março. A notificação à GRS só ocorreu em maio porque houve necessidade de aguardar o resultado dos exames. "Toda a assistência, exames, terapias e fisioterapias necessárias para a recuperação do paciente estão sendo prestados gratuitamente, com todo o cuidado e atenção que a situação pede. Informamos ainda que os últimos relatórios apresentaram sensível evolução do quadro clínico da criança", informou em nota.

De acordo com o diretor de comunicação da prefeitura, Adevanir Vaz, o caso vinha sendo tratado com discrição para não gerar pânico. "Estamos lidando com um caso delicado e os exames não são conclusivos, não se pode por em risco o trabalho de prevenção da poliomielite, nem expor a criança e sua família."

Ele lamentou a declaração dada pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, de que o município teria demorado em comunicar o Ministério da Saúde. "É preciso deixar claro que a família, que é humilde, encaminhou a criança para exame na rede municipal apenas no mês de março. Assim que os exames ficaram prontos a Secretaria Estadual foi informada."

A SES de Minas Gerais informou em nota que a notificação foi registrada em seu órgão central apenas no dia 19 de agosto. "O caso suspeito está sendo investigado através da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Pouso Alegre e Nível Central. Foram solicitados exames complementares, bem como relatório médico e histórico médico anterior ao quadro atual da criança", informa.

Segundo a nota, todas as informações recebidas estão sendo encaminhadas ao Ministério da Saúde, que avalia, junto a uma comissão de especialistas, se confirma ou descarta o caso, após todas as análises. "A SES ressalta, ainda, que a ocorrência de casos como este associado à vacina são raros, ocorrendo, segundo a literatura, um caso para cada 3,5 milhões de doses aplicadas e que a vacinação é a principal medida de prevenção e erradicação da doença no país e no mundo", conclui a nota.

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