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Cubanos abandonaram Mais Médicos por causa de diferença de salário

Raul Vargas, de 51 anos, disse ainda que ele e colega não receberam pagamento referente ao mês de março

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Fabiana Cambricoli,
O Estado de S. Paulo

03 Junho 2014 | 13h57

 SÃO PAULO - O não pagamento do salário do mês de março e a diferença de remuneração entre cubanos e demais profissionais do Mais Médicos foram os motivos que levaram Raul Vargas, de 51 anos, e Okanis Diaz Borrego, de 29, a abandonarem o programa federal e pedirem refúgio ao Brasil. 

Com o auxílio da Associação Médica Brasileira (AMB), os dois cubanos deixaram a cidade de Senador José Porfirio, no Pará, onde trabalhavam desde dezembro, procuraram a Polícia Federal no Estado nesta segunda-feira, 2, e entraram com pedido de refúgio, que garante que eles não sejam deportados até que a solicitação seja julgada.

"Quando chegamos ao Brasil, não sabíamos que íamos ganhar menos que os outros profissionais do Mais Médicos. Foi a Ramona que nos abriu os olhos", disse, na manhã desta terça-feira, 3, Vargas, referindo-se à médica Ramona Rodríguez, primeira cubana a abandonar o programa e tornar pública a diferença de salários. Enquanto os profissionais cubanos recebem R$ 2,9 mil, os demais participantes recebem R$ 10 mil.

Os médicos também afirmaram que o pagamento de março não foi feito até hoje. "Tentamos falar com o coordenador do programa e ele não tinha respostas. Pelo que conversamos com os colegas, nenhum cubano participante do programa recebeu", disse Vargas.

Os cubanos foram trazidos a São Paulo pela AMB, que vai oferecer emprego em área administrativa e preparação para que os médicos possam fazer o exame Revalida. Caso sejam aprovados, eles poderão trabalhar como médicos no País.

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