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Saúde

São Paulo

Dengue atinge menos cidades este ano em SP

Entre janeiro e fevereiro deste ano, 608 dos 645 municípios paulistas tiveram notificações. Em 2015, eram 630 cidades

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José Maria Tomazela,
O Estado de S. Paulo

17 Março 2016 | 22h43

SOROCABA - A dengue está menos espalhada no Estado de São Paulo este ano do que em 2015, segundo os dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde. No ano passado, o Estado teve a mais severa epidemia de dengue, com 1.008.465 notificações e 678.031 casos confirmados, segundo a Vigilância.

Entre janeiro e fevereiro deste ano, 608 dos 645 municípios paulistas tiveram notificações de dengue. Em 2015, no mesmo período, a doença estava presente em 630 municípios. O número de notificações e casos confirmados também caiu de forma significativa nos dois meses iniciais de 2016, em comparação com o ano anterior. Foram notificados 92.860 casos este ano e confirmados 21.387, enquanto em 2015 eram 213.456 notificações e 154.185 casos confirmados.

Os municípios que mais registraram casos de dengue no início de 2015, como Sorocaba (20.255 notificações), São Paulo (13.377) Limeira (10.532), Campinas (9.956) e Catanduva (8.663), não estão entre os de maior incidência este ano. Em janeiro e fevereiro de 2016, lideraram em notificações Ribeirão Preto (20.048 casos), São José do Rio Preto (7.981), Presidente Prudente (6.497), Sertãozinho (4.354) e Guaíra (3.266). De acordo com a Vigilância, os casos de dengue começam a declinar a partir de maio, com a chegada do frio.

Sorocaba, a cidade com maior número de casos em 2015, este ano tem a doença sob controle, com 1.919 casos notificados e 76 confirmados entre janeiro e fevereiro. “O aumento de casos ainda ocorre, mas dentro de uma linha segura, comprovando que as ações permanentes adotadas pelo poder público, mais o apoio de grande parte da população, estão sendo determinantes”, avaliou o secretário municipal de Saúde, Francisco Antonio Fernandes. Ele disse, porém, que ainda é cedo para baixar a guarda. “As estatísticas mostram que até maio é período de proliferação da doença e uma vacilada qualquer pode pôr a perder tudo o que foi feito.”

Morte. A prefeitura de Matão, interior de São Paulo, confirmou nesta quinta-feira, 17, a primeira morte com diagnóstico de dengue na cidade. O óbito é tratado como suspeito porque os familiares não permitiram a necropsia pelo Serviço de Verificação de Óbito, segundo a prefeitura. “Infelizmente, foi registrado no início do mês o primeiro óbito suspeito de estar relacionado ao agravamento da dengue. Todas as informações disponíveis estão sendo enviadas para a Vigilância Epidemiológica de São Paulo”, disse o prefeito Chico Dumont (PT).

A causa da morte foi informada pelo hospital particular que atendeu a paciente, mas precisa de confirmação por laboratório oficial. A cidade registrou 280 casos de dengue desde agosto do ano passado. Nos dois primeiros meses deste ano, foram 149 notificações e 44 casos já confirmados. De acordo com a secretária da Saúde, Mara Capparelli, se a causa da morte for confirmada, automaticamente a cidade entra em estado de emergência. “A partir daí, os cuidados com os pacientes devem ser multiplicados e todos os protocolos revisados.”

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