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Doença que paralisa músculo é associada à chikungunya

- Atualizado: 29 Janeiro 2016 | 20h 55

Jovem indígena morreu no dia 7, após desenvolver miosite, em primeiro caso relatado no País

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

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RECIFE - Uma nova complicação, decorrente da chikungunya, está relacionada à morte de uma jovem indígena no Recife. A paciente Danielle Marques de Santana, que morreu no dia 7, desenvolveu a miosite, uma inflamação muscular com sintomas semelhantes aos da Síndrome de Guillain-Barré, como paralisia facial e dormência nos membros. De acordo com o setor de neurologia do Hospital da Restauração, maior emergência do Estado, esse é o primeiro caso registrado da relação entre chikungunya e miosite no Brasil. Na literatura médica, só houve outros quatro casos na Índia.

A jovem de 17 anos, natural de uma aldeia da cidade de Pesqueira, no Agreste pernambucano, deu entrada no hospital em 28 de dezembro, com um quadro infeccioso grave e paralisia dos membros. Inicialmente, acreditava-se se tratar de mais um caso de Guillain-Barré, relacionado ao zika vírus. Após a morte de Danielle, os exames de sangue provaram, entretanto, que se tratava de uma miosite, causada pela chikungunya. 

A diferença é que, enquanto na Guillain-Barré o sistema nervoso é atacado, na miosite a inflamação ocorre diretamente nos músculos. “A luz vermelha está acesa. Com certeza, a miosite desse caso, que é uma condição rara, ocorreu por chikungunya. É mais um alerta, porque não havia essa relação registrada anteriormente no Brasil”, disse a médica Lúcia Brito, chefe do setor de neurologia do Hospital da Restauração. O relatório sobre a morte da jovem já foi encaminhado à vigilância sanitária estadual e ainda deve seguir para o Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com a médica, a chikungunya agora vai passar a ter mais atenção do serviço de saúde de Pernambuco. “A jovem morreu por infecção generalizada, mas tudo está relacionado ao ciclo desse vírus e, consequentemente, dessa inflamação muscular”, destacou Lúcia Brito. Só em 2015, o hospital registrou 150 casos de complicações decorrentes de dengue, zika e chikungunya - destacando 55 casos de Guillain-Barré. Ainda houve nove mortes.

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